Após conquistar o primeiro título na carreira como treinador, Helinho Garcia passou o feriado em um rancho descansando, mas já pensando no restante da temporada. Com várias conquistas no currículo como atleta, disse que era um sonho trazer o título para a cidade também como técnico. O último título do Campeonato Paulista foi em 2007, contra o Assis.
O Sesi Franca Basquete conquistou o Paulista ao fazer 2 a 0 no playoff final, na última quarta-feira, em São Paulo. O primeiro jogo em Franca ficou 93 a 84 e a segunda partida, 77 a 68.
“É algo inexplicável e eu sonhei com isso. Também estou muito feliz por conquistar meu primeiro título como técnico só com duas temporadas na nova função”, disse Helinho, que como atleta tem 3 títulos do Paulista, 6 Brasileiros e 3 conquistas internacionais, entre outros.
Mesmo fora da cidade, o treinador de 43 anos atendeu a reportagem nesse sábado. Leia:
Qual a sensação de ganhar o primeiro título como técnico e comandando Franca?
É incrível ganhar um título em um período tão curto, com dois anos e meio na nova função. Ganhar como jogador e agora como técnico por Franca é um sonho que se realiza.
Na temporada passada o time era considerado melhor do que o atual. Qual o segredo deste time campeão?
No campeonato passado tivemos dois momentos distintos. A ida para a final do Paulista e a fase de classificação para o Brasileiro, mas a desclassificação da forma que foi, não foi legal. As lesões de jogadores importantes deixaram a equipe insegura na fase dos playoffs. Nesta temporada, mesmo com a contusão de Hettsheimeir, a equipe teve uma superação incrível e força de superação, além de muito trabalho. A equipe mostrou união e sabia o que queria.
O que seu pai, o ex-técnico Hélio Rubens Garcia, falou a você após a conquista?
Depois que acabou o jogo, entrei no ônibus e liguei para ele. Ele atendeu o telefone chorando e falou: “Cara, que conquista fantástica”. Ele estava viajando e conversamos os dois chorando. Ele ficou muito feliz pela mensagem que foi deixada, além do troféu. Estou esperando ele chegar para falarmos de tudo que aconteceu nesse Paulista.
Como você lidou com a pressão após o fracasso na temporada passada e o momento ruim que o time passou no meio deste Paulista?
Consegui lidar de uma forma bacana, com o apoio de pessoas importantes para mim e que sabiam do trabalho que vinha sendo feito. Tive o apoio de toda a diretoria do clube e dos atletas. Esse apoio foi importante para reagirmos, dar a volta por cima e, consequentemente, alcançarmos o objetivo que também era de todos, que foi o título.
O que você projeta para o restante da temporada, com a Liga Sul-Americana e o NBB?
Vamos passar agora por momentos distintos com a disputa das semifinais da Liga Sul-Americana, onde de quatro equipes se classifica apenas uma, e depois o NBB, que já começa nesta terça-feira. Vamos focar bem nos trabalhos para que possamos chegar fortes lá na frente, nos momentos mais importantes dessas duas competições.
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