Festival da democracia


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Quão bom é viver em um país democrático, podendo escolher aqueles que irão conduzir os destinos da nação nos próximos quatro anos. O processo eleitoral que começou “chocho”, foi ganhando corpo com o passar do tempo e no último domingo vivenciamos o “Festival da Democracia”, em que pese a alta taxa de abstenção.
 
Vencedores e vencidos certamente sentiram que “combateram o bom combate”. Vencer é uma questão de competência, de oportunidade ou de uma boa “pitada” de sorte. Os vencidos, talvez, se sintam consolados lembrando a célebre frase atribuída ao Barão de Coubertin, de que “o importante não é vencer, mas sim competir com dignidade”.
 
Confesso que a renovação no Congresso Nacional acabou sendo maior do que a expectativa dos especialistas. O ponto a se lamentar em Franca foi o de que não tivemos, novamente, nenhum candidato eleito para Deputado Federal. O consolo é que elegemos dois Deputados Estaduais.
 
Na eleição presidencial, o 2º turno permitirá o confronto das ideias entre os dois candidatos com posições ideológicas antagônicas. Esse embate permitirá ao eleitor avaliar aquele que está mais preparado para assumir um país mergulhado em grave crise moral e econômica, com número assustador de desempregados e com Estados e Municípios falidos.
 
Merece ser destacado a não eleição de Dilma Rousseff para o Senado. O povo mineiro consertou na urna o descalabro jurídico praticado pelo Congresso Nacional, sob a batuta do ministro Ricardo Lewandowski do Supremo Tribunal Federal, que numa decisão teratológica, quando do impeachment, não aplicou a ela a pena de inelegibilidade como determina a legislação brasileira. Os mineiros, porém, não barraram Aécio Neves.
 
De qualquer forma, não obstante a confortável vantagem de Bolsonaro no primeiro turno, é bom lembrar que em 28 de outubro será uma nova eleição, onde tudo pode acontecer. O conforto para Bolsonaro é que desde a implementação dos dois turnos, nenhum candidato a Presidente que venceu o primeiro turno, acabou derrotado no segundo. É aguardar o que as urnas nos reservam. Um país com governo de direita ou de esquerda.
 
Setímio Salerno Miguel
Advogado Empresarial e Professor da Faculdade de Direito de Franca

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