De outubro de 2017 a setembro deste ano, a Secretaria de Ação Social encaminhou às suas cidades de origem 914 moradores de rua que viviam da mendicância em Franca. A média é de 76 pessoas atendidas por mês.
Vanderlei Tristão, responsável pela pasta, disse que o número de pessoas beneficiadas com o custeio de passagens para voltar para cidade natal cresceu nos últimos meses. “Até maio, foram 400 pessoas. De lá para cá, quando as abordagens foram retomadas com mais intensidade, foram outras 514.”
O secretário explicou que ninguém é obrigado a deixar Franca. “Em nossas abordagens, a gente conversa com os moradores e oferece várias oportunidades para que eles deixem as ruas. Entre elas, o tratamento para o vício, quando ele existe, a ida para o Abrigo e, para os que não têm família em Franca, o custeio das passagens para que possam voltar para casa. Quem decide se vai aceitar ou não é o próprio morador.”
A maioria acaba aceitando. “São pessoas que vieram a Franca achando que aqui encontrariam condições boas, mas acabaram se deparando com uma realidade diferente e, sem dinheiro para retornar, acabam vivendo nas ruas pedindo esmolas. Quando são informadas de que terão a chance de voltar para casa, elas aceitam.”
Por mês, segundo dados da Secretaria, são repassados R$ 7,5 mil para a compra das passagens pelo Centro de Apoio ao Migrante.
Os principais destinos, segundo Vanderlei Tristão, são Ribeirão Preto e as cidades mineiras de Uberlândia, Uberaba, Araxá e Passos. “Mas também vêm pessoas de São Paulo e até de outros Estados, como a Bahia e o Paraná.” Nestes casos, a Prefeitura custeia apenas parte do trajeto. “Para a Bahia, pagamos o trecho até Belo Horizonte. Já para os Estados do Sul, pagamos até São Paulo.”
De acordo com dados do Centro de Apoio ao Migrante, a maioria dos moradores de rua que foram atendidos é formada por homens com mais de 30 anos, viciados em álcool ou outras drogas.
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