Candidatos de Franca cada vez mais distantes da Câmara Federal


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Apesar de Franca ter conseguido eleger dois representantes para a Assembleia Legislativa, as eleições do último domingo deixaram claro qual é o maior desafio para os políticos da região: conseguir uma vaga no Congresso Nacional. Dos 12 candidatos baseados em Franca, nenhum alcançou votação suficiente nem para garantir uma suplência com chances de ocupar, ainda que interinamente, uma vaga em Brasília. Pelo contrário. Na comparação com os deputados federais que foram eleitos na rabeira de seus partidos, fica clara a longa distância que separa os francanos de uma cadeira na Câmara dos Deputados (veja quadro ).


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Adérmis Marini
Candidato mais votado na região, Adérmis foi o escolhido por 40.274 eleitores. O problema é que o candidato que conseguiu se eleger com a menor quantidade de votos na coligação da qual Adérmis fazia parte foi Geninho, do DEM, que recebeu 89.378 votos. Ou seja, era preciso mais que o dobro de votos do que Adérmis efetivamente recebeu para que ele ficasse na linha de corte do partido, na última posição. Depois de ocupar uma cadeira de deputado por cinco meses e de passar praticamente quatro anos fazendo contatos na região e se preparando para essa disputa, a votação recebida - 32.092 em Franca e 8.182 em outras cidades – deixou Adérmis apenas como o décimo-nono suplente da coligação. 
 
Ubiali
Situação semelhante aconteceu com o ex-deputado Marco Aurélio Ubiali (PSB). Apesar de ter passado os últimos anos desenvolvendo um trabalho direto no Palácio dos Bandeirantes - especialmente ao lado do governador Márcio França (PSB), que conseguiu uma arrancada de votos, surpreendeu e deixou Paulo Skaf (MDB) fora da disputa pelo governo do Estado -, a votação de Ubiali o deixou como o décimo-segundo suplente do PSB. Em uma situação difícil em Franca, onde vê sua votação diminuir a cada pleito, o médico recebeu na cidade apenas 16.399 votos, dos 30.363 que recebeu no total. Foi menos da metade dos votos que conquistou há quatro anos.
 
Gilsinho
Para Gilson de Souza Jr. (PRB), o cenário não é menos complicado. Apoiado pelo pai, o prefeito Gilson de Souza (DEM), o candidato escolheu a dedo um partido que lhe possibilitasse maiores chances de se eleger. A lógica era surfar na onda da votação de Celso Russomano, que fez quase 1,5 milhão de votos há quatro anos, e chegar a Brasília com 35 mil votos. Não funcionou: ficou restrito a 10.563 votos em Franca, que se somaram a mais 5.549 votos na região. Os 16.112 votos que recebeu o colocaram como décimo-primeiro suplente do partido. Na legenda, que viu seu maior puxador, Celso Russomano, perder dois terços dos votos que recebeu em 2014, a eleita com menor votação foi Maria Rosas (PRB), que obteve 71.745 votos. 
 
Delegado Davi e Alexandre
Impulsionado pela votação da sua irmã e delegada da mulher, Graciela Ambrósio (PR), para deputada estadual, o delegado Davi, do mesmo partido, se tornou a surpresa na cidade. Ainda assim, seus 19.318 votos ficaram muito distantes dos 75.218 que elegeram Luis Carlos Motta, o último da sua legenda. Ele ficou na quinta suplência.
Resultado semelhante foi obtido pelo ex-prefeito Alexandre Ferreira (SD), que recebeu 12.908 votos, ficando muito distante do único deputado eleito pelo Solidariedade, o Paulinho da Força, que recebeu 75.613 votos. Alexandre precisaria ter recebido seis vezes mais votos para ser eleito.

Os demais
Se para os demais a situação já foi difícil, para Cristiano Crico (PHS) e o Dr. Wagner Deocleciano Ribeiro (Rede), seria impossível, já que seus partidos não atingiram quociente eleitoral e não elegeram nenhum deputado federal. Nem mesmo Kayo Amado, com seus 54.944 votos, foi eleito pela Rede; ou Laércio Benko, com 17.388, pelo PHS.

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