O tsunami Bolsonaro


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O dia 7 de outubro de 2018 ficará marcado na história política brasileira como a data em que um fenômeno eleitoral tomou conta de Norte a Sul do País. Liderado pelo candidato a presidente da República Jair Bolsonaro, o PSL viu sua bancada aumentar vertiginosamente na Câmara dos Deputados e em Assembleias Legislativas Brasil afora. Bolsonaro teve uma expressiva votação que o colocou no posto de primeiro colocado, com quase 50 milhões de votos, contra pouco mais de 31 milhões obtidos pelo segundo colocado, o petista Fernando Haddad. Os dois disputam o segundo turno para o Palácio do Planalto. No vácuo do tsunami Bolsonaro, candidatos a deputado tiveram votações históricas, senadores, idem; candidatos a governador saíram do meio das tabelas apresentadas pelas pesquisas eleitorais para a liderança de votos, após anunciarem apoio ao militar da reserva.
 
No Estado de São Paulo, duas impressionantes marcas foram impostas por candidatos do PSL. Filho de Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro teve 1.843.735 votos para deputado federal. O candidato superou os campeões de votos Enéas Carneio (Prona), com 1.573.642 votos em 2002; Celso Russomanno (PRB), com 1.524.361 votos em 2014, e Tiririca , com 1.353.820. Em segundo lugar nas eleições paulistas para a Câmara Federal, outra candidato do PSL e mais uma vez a marca do 1 milhão de votos quebrada: Joice Hasselmann conseguiu 1.078.666. No pleito para a Assembleia Legislativa, um feito ainda mais impressionante. A advogada e professora Janaína Paschoal (PSL) obteve 2.060.786 votos. Nunca nenhum candidato a deputado conquistou tamanha votação no Brasil.
 
Bolsonaro inicia o segundo turno, com palanque em praticamente todos os Estados em que a disputa continua, com a garantia de ter a segunda maior bancada na Câmara Federal e, pelos números do primeiro turno, com quase 20 milhões de votos de folga. Pouco provável que não repita o sucesso de  seus aliados.

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