Jovens fazem aborto e são internadas na Santa Casa


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A DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) investigará os dois casos registrados em Franca
A DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) investigará os dois casos registrados em Franca
A Polícia Civil investigará, nos próximos dias, dois casos de aborto registrados durante a madrugada dessa quinta-feira em Franca. Duas adolescentes de 17 anos deram entrada na Santa Casa passando mal e prestes a abortar.
 
O primeiro registro da polícia aconteceu às 1h10. Ao chegar no quarto indicado, os investigadores ouviram de uma estudante que estava grávida de oito semanas. Ela afirmou que procurou o namorado, com quem mantém um relacionamento há quatro meses, e deu a notícia. Porém, ouviu dele que não aceitava o bebê e pediu que abortasse.
 
Para isso, ainda segundo a versão da garota, o namorado contou com a ajuda de um amigo para adquirir um medicamento altamente abortivo. Como ela se recusou, ele foi até uma farmácia da Santa Cruz e buscou o farmacêutico para levar até sua casa. Em seu relato, a estudante disse que o homem, além de fazê-la ingerir cinco comprimidos do remédio, colocou outros cinco em sua vagina. 
 
A garota disse que começou a passar mal e seus vizinhos ligaram para a mãe, que levou-a até a Santa Casa. Lá, uma médica conseguiu retirar seis comprimidos de dentro da vítima, que estava passando pelo processo abortivo. O mesmo aconteceu minutos depois com outra garota. 
 
Segundo caso
Também na madrugada de ontem, os policiais civis foram até outro quarto da Santa Casa e ouviram o depoimento de uma estudante, também de 17 anos. Ela admitiu que tentou abortar e já está sob investigação.
 
Na maternidade do hospital, a mãe da garota disse que a filha contou na quarta-feira que estava grávida e que havia perdido o bebê. Com febre e sangramento há cinco dias, a adolescente passou antes por atendimento no Pronto-socorro Municipal e depois foi para a Santa Casa, onde a tentativa de aborto foi constatada.
 
A estudante também se utilizou do mesmo medicamento da primeira garota. Segundo a Polícia Civil, não foi possível ouvi-la para confirmar o relato da mãe e não havia informações sobre o desfecho do caso. 
 
O Comércio acionou a Santa Casa para saber o estado de saúde das adolescentes. Porém, até o fechamento desta edição, nenhuma informação foi passada. Os casos estão sob investigação da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) e tanto as jovens quanto testemunhas devem ser acionadas nos próximos dias para prestarem esclarecimentos.
 
A confirmarem os dois abortos intencionais, os casos serão tratados como crimes.

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