A deputada federal Mara Gabrilli, candidata a senadora pelo PSDB, fez campanha em Franca ontem. Ela pediu votos na área central e visitou a sede do Comércio da Franca. Afirmou que o combate à corrupção será a sua prioridade no Senado da República, caso eleita.
De acordo com levantamento do Paraná Pesquisas, divulgado nesta quarta-feira, Gabrilli e Major Olímpio (PSL) estão empatados tecnicamente em segundo lugar, com 18,5% e 17,7% das intenções de voto, respectivamente. Eduardo Suplicy (PT) lidera com 25,4%.
A pesquisa foi registrada no TRE-SP sob o número SP-01378/2018. Foram ouvidos 2.002 eleitores com 16 anos ou mais em 84 municípios, durante os dias 29 de setembro a 2 de outubro de 2018. O nível de confiança é de 95,0% para uma margem estimada de erro de aproximadamente 2,0%.
Gabrilli é a primeira e única deputada federal tetraplégica do País. Ela surpreendeu o mundo quando recuperou parte dos movimentos dos braços, depois de 21 anos sem se mexer do pescoço para baixo. Está exercendo o segundo mandato em Brasília.
Sua atuação na Câmara lhe rendeu o primeiro lugar no ranking da revista Veja entre os parlamentares eleitos por São Paulo.
Relatou o texto que criou a Lei Brasileira de Inclusão, legislação aprovada por unanimidade no Congresso Nacional e reconhecida internacionalmente por sua inovação.
“O fato de ter uma família estruturada, recursos e saúde para conseguir produzir e trabalhar, mesmo tetraplégica, me trouxe uma inquietação e desejo de legislar e trabalhar para este público. Entrei para a política para defender o direito das pessoas com deficiência. Isso me credenciou a defender o direito de todo o cidadão”, disse a candidata.
Natural de Santo André, foi ela quem denunciou os esquemas de corrupção que ocorreram durante o mandato do então prefeito Celso Daniel (PT), que foi assassinado em 2002. “Lá, simbolicamente, foi onde tudo começou em matéria de corrupção sistêmica e endêmica. Santo André foi o laboratório do ‘mensalão’ e do ‘petrolão’. O que aconteceu lá foi um berço de corrupção que, talvez, se tivesse tido maior atenção à época, a gente não teria hoje um Brasil tão avassalado como aconteceu. Corrupção mata porque tira dinheiro da saúde e da educação.”
Mara Gabrilli disse que uma de suas propostas é levar para o Senado uma comissão permanente de combate à corrupção. “A intenção é que, não só as instituições que trabalham nesta área, mas a sociedade civil também possa fiscalizar e levar o que acontece no Executivo mais próximo do Legislativo para a gente monitorar e combater a corrupção de uma forma muito contundente.”
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