A reta final da busca por votos


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Todo processo eleitoral é a oportunidade para o povo dar um novo rumo para a sua Nação ou, também, é a possibilidade de manter aquilo que julga correto. A cada eleição, os brasileiros vão às urnas em busca de renovar suas esperanças e tentar, mais uma vez, fazer do Brasil um País mais justo e desenvolvido. A ânsia por mudanças e avanços esteve presente em praticamente todos os pleitos, mas neste que se aproxima é latente o desejo da população que algo novo aconteça. O desejo de todo brasileiro é de que os belos discursos dos candidatos, que são repetidos a esmo há anos, se concretizem. Clamam por mais segurança, por emprego, por saúde, educação. Esperam, com seus votos, eleger representantes capazes de tornar a vida de cada um dos mais de 200 milhões de brasileiros menos penosa. Já não se iludem com o “país das maravilhas”, mas almejam, ao menos, dias mais tranquilos.
 
No próximo domingo, serão eleitos senadores, deputados estaduais e federais, além de governadores e presidente. Para estes dois últimos cargos, pelo que indicam as pesquisas de intenção de votos, os paulistas terão de voltar às urnas, no dia 28 de outubro, para o segundo turno. A tão esperada mudança deve começar pelo voto, e, calejados após escândalos e mais escândalos de corrupção, anos de economia andando para trás, milhões de brasileiros ainda não decidiram a quem confiar sua esperança por um País melhor. A tentativa de convencer esses eleitores indecisos deve trilhar a campanha dos candidatos nesta reta final de campanha. São apenas mais cinco dias da batalha por votos, mas são dias decisivos para quem realmente está na luta para vencer, e não fazer figuração.
 
O Brasil vive anos esquisitos, estranhos. O descrédito dos eleitores com a classe política levou a uma polarização em que as propostas foram deixadas de lado. Pouco se ouve sobre os planos dos candidatos para fazer o País voltar a crescer, para diminuir a violência, para garantir saúde a todos e recuperar a educação. O que mais se vê são ataques, são discursos de “vote em mim contra ele” ou promessas de resolver os problemas brasileiros com ideias simplórias, nem um pouco aprofundadas. É chegada a hora de os eleitores focarem suas atenções na história de vida de cada um dos postulantes, em seus feitos até agora e suas propostas.
 
Não há mágica. Os problemas não serão resolvidos da noite para o dia, muito provavelmente não terão fim nos próximos quatro anos, com os novos legisladores e chefes do Executivo nacional e estadual. Mas pode ser com os próximos mandatos que o Brasil seja reconduzido aos trilhos do desenvolvimento sustentável, que garanta a cada um dos cidadãos brasileiros a volta da fé em seu País. Desconfie de tudo e de todos, faça sua escolha sem paixões, use os últimos dias que antecedem as eleições para refletir sobre seu voto. E que a convicção seja sua companheira no próximo dia 7.

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