Porque todos desejamos nos livrar do terrível mal chamado suicídio, e porque se faz campanha mundial contra qualquer ideia que o induza, é preciso que adotemos a certeza de que não morremos jamais e que o gesto supremo tem reflexos dolorosos no espírito, que é quem pensa e age.
É por isso que o Espiritismo sempre se manifesta frontalmente contrário a qualquer ideia de aniquilamento do corpo físico, ressaltando, ademais, que é este o instrumento de que se vale o ser pensante até o esgotamento total e natural da respectiva carga de energia vital.
Sabe-se, perfeitamente, que várias são as causas que podem levar alguém a pensar que o suicídio é a solução para os problemas que o perturbam: depressão; situação de extremo desespero; decepção amorosa; dificuldades financeiras; falta de fé na vida futura (e aqui não queremos dizer que quem acredita na imortalidade da alma não se suicida e que quem não acredita, necessariamente, suicida-se); alcoolismo; drogadição pesada; perturbação mental, e mais: é preciso que todos nos demos conta de que a obsessão é um dos motivos mais presentes, posto que todos temos parceria espiritual a todo momento, segundo a nossa carga psíquica, isto é, o que pensamos.
Ao matar o próprio corpo, o espírito cria para si uma situação extremamente aflitiva. Agora, é a sua própria consciência a pedir reparação dos danos causados por seu ato tresloucado, não sem antes entrar em faixas vibratórias de espíritos perversos e vingativos, que o atormentarão até que se arrependa e inicie um processo de retomada moral.
Demais disso, ao cometer qualquer violência contra o próprio corpo, o espírito provocará, energeticamente, a desestruturação vibratória do corpo espiritual - perispírito - imprimindo-lhe, indelevelmente, marcas que, via de regra, o afetarão ao renascer na carne. Quantos são os exemplos com que nos deparamos no cotidiano, cujo sofrimento se inflige até o resgate final, o que pode durar por sucessivas reencarnações!
Uma breve análise nas leis da Natureza, que são as leis divinas, e estaremos aptos a concluir pelas asserções acima expostas: No livro O Céu e o Inferno - ou a Justiça Divina segundo o Espiritismo, Allan Kardec apresenta relatos de espíritos que mataram o próprio corpo, mostrando-nos o que ocorre com os que se rebelam contra as Leis de Deus. Também vale a pena ler, e estudar, o livro Memórias de um suicida, psicografado pela médium Yvonne Pereira, autoria espiritual de Camilo Castelo Branco, onde ficou evidenciado o doloroso drama enfrentado por um suicida.
E não nos esqueçamos de que a reencarnação é uma oportunidade oferecida pela Misericórdia Divina, justamente, para redimirmo-nos dos erros que praticamos em vidas anteriores, imperioso motivo para não a desprezarmos. Daí a razão de, enquanto no mundo espiritual, empenharmo-nos por reencarnar, chegando mesmo a disputar com outros espíritos a chance de nos redimirmos, expiando na vida física.
A melhor maneira de combatermos a ideia de suicídio é a frequência a uma atividade religiosa, seja ela qual for, certos de que o que vale são os ensinamentos cristãos: a oração como hábito diário; o trabalho em favor do semelhante; o cultivo das leituras edificantes; o trabalho profissional; o cuidado com o corpo físico, procurando, sempre que possível, a consulta médica; a vivência familiar em bases fraternas; o cultivo de amizades sinceras; a prática de atividades físicas e mentais; o descanso periódico necessário ao refazimento das energias; e, sobretudo, o perdão incondicional. Você pode dizer que não tem inimigos, mas, perdoe assim mesmo. Alcance com suas vibrações de perdão àqueles que estão desencarnados e com os quais você tem ajustes a fazer desde vidas passadas. E porque se sintonizaram com você em razão de invigilância de sua parte, impõem-lhe influências perturbadoras através de perseguição ou vingança.
O seu poderoso fluxo mental de perdão os fará mudar os pensamentos a seu respeito e eis que sua saúde física e mental se recomporá como deseja.
Marcos Mercado/João B. Vaz
Diretores da Associação Espírita União, Fé Esperança e Caridade
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