A notícia de que o dono de um bufê aplicou golpe em dois casais e os deixou sem festas de casamento, na semana passada, alarmou outros francanos. De terça até a última sexta-feira, 18 pessoas procuraram delegacias da cidade e da região para registrar boletins de ocorrência depois que souberam que os casais não tiveram a festa de casamento ideal no último dia 22 por conta do “sumiço” do homem. Um dos casais gastou R$ 3.300, sendo R$ 2 mil com bufê para 200 pessoas e R$ 1,3 mil com a decoração, e o outro R$ 2.050, com decoração, bufê e brindes, como copos e chinelos.
Com receio de que o acusado, conhecido como Max Bolos e Festas, não cumpra os contratos fechados para decoração, brindes e bufê de suas festas, outras vítimas estão procurando a Polícia Civil para denunciá-lo e tentar garantir o ressarcimento. O prejuízo dessas 18 pessoas, no total, pode passar dos R$ 30 mil.
Entre essas pessoas está o comerciante João Mariano de Pontes. Em abril, ele fechou um contrato no valor de R$ 14.400 com Max e teme que também levará calote em seu casamento, que está agendado para o ano que vem.
Segundo o comerciante, o enlace terá 320 convidados e está quase tudo pago. “Fechamos e pagamos R$ 12 mil de absolutamente tudo do casamento com o Max: bebidas, buquê da minha noiva, cadeiras, mesas, bebidas, doces, os bolos, decoração, bufê... Faltam apenas R$ 2 mil, mas eu achei que estivesse tudo encaminhado e que daria certo”, disse. Através das redes sociais, o comerciante soube o que aconteceu com os noivos e passou a ligar para o empresário, mas não teve nenhum retorno.
O mesmo aconteceu com Jane Lima. Ela fechou contrato com o acusado para a festa de aniversário de 77 anos da mãe e, dos R$ 1.920 combinados como pagamento, já acertou 30%. “Eis a minha surpresa quando vi que ele tinha fugido. Tentei contato em todas as redes sociais e nada. Só a advogada que apareceu e, ao me ligar, me aconselhou a procurar outro bufê porque ele decretou falência e não honrará nenhum contrato”.
Agora, os casos de estelionato ficarão a cargo do 2º Distrito Policial, responsável pela área onde o empresário mora. A orientação dada pela Polícia Civil é de que todas as pessoas que fecharam negócio com o empresário registrem boletim de ocorrência para, assim, levar adiante o caso e tentar garantir seus direitos.
A reportagem do Comércio tentou, durante toda a semana, estabelecer contato com Max. Porém, seu celular estava desligado. A advogada do acusado, indicada por vítimas, também foi procurada. Ela não atendeu as ligações.
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