O discurso é antigo, mas a necessidade está cada vez mais atual. Somente a desburocratização e o equilíbrio fiscal serão capazes de colocar o Brasil no caminho do crescimento sustentável. A recuperação da economia brasileira e a consequente geração de empregos são os desafios para o novo presidente da República. A uma semana do primeiro turno da eleição para o novo mandatário do Palácio do Planalto, os eleitores deveriam - ao que tudo leva a crer, não o farão - se atentar às plataformas econômicas dos candidatos, quais são suas propostas para que o País volte a trilhar o rumo da sustentabilidade econômica.
O que as principais entidades e associações que reúnem os principais setores produtivos do Brasil defendem não é novidade para ninguém: menos burocracia, menos impostos, mais investimentos em educação e tecnologia e equilíbrio fiscal nas contas do governo. Promessas que povoam toda campanha eleitoral, mas que nossos políticos nunca colocam em prática. O que vimos no ano passado foi uma tentativa de avançar. A reforma trabalhista e o aperto nas contas públicas foi um passo - pequeno - rumo à modernização da economia e à reestruturação das finanças da União. É preciso avançar mais. O Brasil necessita de urgentes reformas - profundas e estruturantes. Necessitamos de governantes e parlamentares que tenham a coragem necessária para medidas impopulares, mas das quais dependem o futuro da nação. A reforma da Previdência, que o governo Michel Temer (MDB) planeja ressuscitar após as eleições, é uma delas.
É preciso coragem também para cortar gastos. Mas o arrocho nas contas públicas não deve significar a retirada de investimentos em áreas fundamentais para definir o que um país será no futuro. O que se faz necessário é reduzir o tamanho da máquina pública. Desburocratizar é o caminho para enxugar os quadros do funcionalismo público. É preciso combater privilégios, implantar mecanismos que diminuam o câncer da corrupção, tornar nossa legislação mais clara. O Brasil tem de se modernizar.
É apenas com uma máquina pública enxuta e moderna que o setor privado consegue avançar. Com um governo eficiente, ganham os empresários, ganham os trabalhadores. A partida para esse novo país só pode ser dada por cada um dos eleitores. Cada um dos quase 150 milhões de brasileiros que irão às urnas no próximo dia 7 de outubro é que tem o poder de escolher quem fará as leis brasileiras e quem governará a Nação. Em um país carente de mudanças, o voto torna-se cada vez mais importante. É hora de o torcedor dar lugar ao eleitor, é hora de o voto contra esse ou aquele dar lugar ao voto a favor desse ou daquele projeto. Que todos saibam valorizar a única arma que temos em mão, sob pena de estar discutindo o mesmo - ou maior - retrocesso nas eleições de 2022!