'Nossa campanha tem em mente a proteção dos direitos'


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Adolfo Mariano, candidato a deputado federal pelo PSol, fechou ontem a série de sabatinas com candidatos de Franca
Adolfo Mariano, candidato a deputado federal pelo PSol, fechou ontem a série de sabatinas com candidatos de Franca
Adolfo Mariano, candidato a deputado federal pelo PSol, fechou ontem a série de sabatinas que o Comércio realizou com os candidatos com base eleitoral em Franca. Estudante do 5º ano de Direito na Unesp, ele defendeu propostas polêmicas, como a liberação da maconha e do aborto. Afirmou que sua prioridade será a proteção dos direitos humanos.
 
Por que votar em mim?
“O eleitor deve se pautar sempre na busca pela melhoria do serviço público, pela efetivação dos direitos fundamentais do nosso estado de direito. Pensando nisso, nossa candidatura vem no sentido de fortalecer o papel da democracia no fomento e na fiscalização dos serviços públicos. É nosso papel fazer a disputa com muita qualidade neste período eleitoral, trazendo nossas pautas numa época de tanto retrocesso.”
 
Opção pela política
“Quando a gente se engaja no curso de Direito, e a Unesp nos dá o privilégio de poder participar dos grupos de extensão e vivenciar um pouco mais a realidade do serviço público do nosso País, é natural que a gente se sensibilize com algumas situações e que busque a se engajar para modificar e intervir nestas situações. Por dois anos, atuei no Núcleo de Cidadania Ativa e no Centro Acadêmico. Sentimos que era hora de expandir este movimento em concordância com tudo o que o partido pensava, com o acúmulo que a gente tinha, para tentar trazer a transformação para a nossa população.”
 
Limpar o Congresso
“A missão é limpar do Congresso a corja que lá se instalou, cortar privilégios, combater a corrupção e lutar por uma nação digna e justa. Isso é possível se a gente se utilizar do mandato para incentivar a população a fazer parte dos processos de decisão. Tem que trazer a população para o debate e trazer para a região as demandas que estão sendo discutidas em Brasília. A população tem que ter ciência do que está sendo discutido e das consequências de eventuais mudanças legislativas.”
 
Revogar cargos políticos
“Acreditamos que todos os cargos eletivos possam ter um sistema, que a gente chama de recall, para que eles possam ser revogados quando não estiverem atuando em prol da população.”
 
Ex-PSol ataca Bolsonaro
“Nosso partido sempre se posicionou no sentido da pacificação social e da valorização da democracia e do debate. Em relação ao candidato, a gente acredita que as propostas dele devem ser combatidas nas ideias. Adélio foi filiado ao PSol há muito anos, como um cidadão comum, não fazia parte de nenhum diretório. Nosso partido sempre se manifestou no sentido da paz e também tem sido vítima da violência. O caso mais notório foi contra a vereadora Marieli Franco, que foi brutalmente assassinada e até hoje não temos resposta. Temos que fomentar a pacificação. O Adélio, claramente, tem transtornos psicológicos e o que ele fez não pode ser creditado na conta de um partido que sempre se manifestou pela paz.”
 
Propostas polêmicas
“A eleição para nós do PSol é um acessório para o processo que a gente, continuamente, trabalha que é estar junto com os movimentos sociais. Sentimos a necessidade de tocar, estruturalmente e cientificamente, nestes temas. Não dá para a gente se omitir em relação a isso por conta de um palanque eleitoreiro, como muitos candidatos fazem para ganhar o voto, quando na verdade a gente sabe a omissão do Estado perante estes temas que têm trazido uma carnificina para o nosso País. Temos que fazer este debate e mudar isso. O contraponto que a gente faz fortalece a democracia. Se conseguirmos o propósito, que é incluir a discussão com mais força na sociedade, já será um ganho. A eleição é consequência.”
 
#Lulalivre
“Eu apoio que o ex-presidente, assim como milhares brasileiros, tenha um julgamento correto. Não estou para fazer defesa do lulapetismo, mas, como estudante de Direito, vejo uma série de vícios no processo que condenou o ex-presidente. Esta não é uma realidade que atinge só o Lula, atinge também 40% dos mais de 700 mil presos que temos no País. O que a gente quer é a garantia dos direitos mínimos processuais. O Judiciário não pode ser seletivo.”
 
Apoio às indústrias
“Temos que pensar em medidas estruturais e reverter o sistema tributário, que asfixia a produção e impede a economia de girar. Precisamos de um sistema mais claro e unificado. É preciso baratear a produção, sem reduzir salários e direitos trabalhistas. Outra alternativa é criar programa de crescimento para a região, que privilegia a indústria e o setor agrícola, por meio de financiamento e de incentivo.”
 
Maconha livre
“Temos que descriminalizar a maconha. Droga é questão de saúde pública, não de sistema de segurança, e isso reflete diretamente no sistema penitenciário: 30% dos presos estão ligados ao crime de porte de drogas. Quem utiliza maconha não deixa de usar por ser crime.”
 
Combate à criminalidade
“Não acredito que a implantação de penas mais rigorosas seja o melhor caminho para coibir crimes graves. A punição já é severa e não tem ocasionado melhoras. Temos que agir antes do crime acontecer e fortalecer a prevenção.”
 
Aborto sim
“Aborto é questão de saúde pública. Quando defendemos a descriminalização, estamos fazendo isso tendo em vista a saúde e a vida das mulheres. O aborto existe e existe por uma série de condições de opressões como a sociedade evidencia. O Estado não age para solucionar as situações e ainda criminaliza a mulher depois que acontece. A carnificina acontece por causa da omissão do Estado. Para solucionar isso é preciso ter um sistema de acolhimento melhor para as mulheres, não só de prevenção, mas também de aborto seguro para quem precisar recorrer ao aborto possa fazer sem morrer na mesa de cirurgia.”
 
Reforma Trabalhista
“Sou totalmente contra e, se eleito, vamos buscar a revogação. A reforma trouxe insegurança para o empregador e para o empregado e diminuiu o nível de renda. Direitos são inegociáveis.”
 
Reforma da Previdência
“Sou totalmente contra. Não tem que mexer nos direitos dos trabalhadores.”
 
Mensagem final
“Meu número é 5001. Nossa campanha tem em mente a proteção dos direitos. Avalie nossas propostas e vote em quem você acredita que possa lutar por você em Brasília. Vamos juntos mudar o Brasil e fazer um País mais justo, igual e melhor para todos.”

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