OAB e bispo divulgam nota sobre caso de escola


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Cartazes confeccionados por alunos da 'Homero Alves' contra a homofobia geraram polêmica
Cartazes confeccionados por alunos da 'Homero Alves' contra a homofobia geraram polêmica
A 13ª Subseção da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) Franca e o bispo da Diocese de Franca, Dom Paulo Roberto Beloto, se manifestaram sobre a exposição de cartazes com imagens de casais homossexuais se beijando e também com uma charge em que um homossexual é agredido por três homens, com Bíblias nas mãos, realizada na Escola Estadual “Homero Pacheco Alves”. Os cartazes, que faziam parte de um trabalho de arte realizado por alunos do 8º ano e tinha como intuito combater o preconceito, acabou virando o motivo de indignação por parte de um grupo formado por 15 pais, que levaram o caso a público.
 
Na nota da OAB, a entidade afirma que “se solidariza à professora e a direção da escola sobre o episódio em relação a campanha contra o preconceito... Importante frisar que entendemos que a atitude da professora e da escola teve cunho de combater o preconceito contra o gênero e a LGTBIfobia e não fomentar a sexualidade, campanha essa que merece respeito pela iniciativa, tendo em vista os tempos sombrios e os dados alarmantes da homofobia em nosso país”. A entidade repudia ainda a atitude do deputado federal Pastor Marcos Feliciano (PODE), candidato a reeleição, que fez um vídeo sobre o assunto, acusando o político de intolerante.
 
Já o bispo, afirma que “a Igreja vê a sexualidade, muito além dos dados biológicos, físicos e comportamentais, como uma dimensão profunda do ser humano. É uma graça que Deus concede a um homem e a uma mulher... Através da sexualidade, homem e mulher são chamados a dar a vida”. Em suas considerações, o religioso diz ainda que “a educação para a sexualidade sadia deve harmonizar as duas forças existentes no ser humano: a inclinação sexual e o pudor... Também hoje há uma propaganda sem critérios de certos comportamentos e ideologias, como o mito que a atração pelo mesmo sexo é geneticamente predeterminada... A Igreja procura orientar os seus fiéis para a acolhida e a vivência sadia, casta e ordenada desta graça que Deus nos deu. A Igreja também acolhe e orienta com respeito e misericórdia àqueles que procuram ajuda.”
 
Para finalizar o bispo presta apoio aos profissionais da escola na vocação de ensinar e conclui que os alunos têm o direito de serem estimulados a apreciar com “reta consciência os valores morais, também na área da sexualidade”, reforçando que eles “não acolham ou aceitem imposições de comportamentos estranhos a sua verdadeira vocação humana”.

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