O fim do símbolo da mendicância


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Dentro da ação de abordagem e retirada das ruas dos mendigos que povoam as vias de Franca, um símbolo de toda a polêmica que envolve a questão foi abaixo na última terça-feira. O vestiário da praça do Jardim Santa Adélia, palco da primeira discussão entre os defensores e os contrários a ações mais efetivas a cerca da população em situação de rua, já não existe mais. O imóvel que era ocupado por moradores de rua há quase uma década foi demolido pela Prefeitura. A queda do vestiário é um marco importante nas ações desenvolvidas pelo poder público municipal no combate à mendicância na cidade. O fim da moradia improvisada, que ameaçava cair e colocava em risco a vida de seus ocupantes, é sinal de que avanços estão sendo observados no tratamento dispensado pelo município aos moradores de rua. Ao mesmo tempo em que desocupa e limpa áreas públicas, equipes de secretarias municipais oferecem apoio nas áreas social e de saúde a essas pessoas. Muitos não aceitam. Mas os que se dispõem a ser ajudados, conseguem vagas em 
clínicas para o tratamento da dependência química, auxílio para retornarem a suas cidades de origem e, até mesmo, colaboração para o retorno ao mercado de trabalho.
 
A demolição do vestiário do Jardim Santa Adélia dá mostras também do cuidado com que a questão é tratada atualmente pelo secretário de Ação Social, Vanderlei Tristão, e sua equipe. A Prefeitura não foi lá e simplesmente destruiu o bem público. Até porque poderia enfrentar nova dor de cabeça depois. Vale lembrar que, foi justamente lá, no final do ano passado, que toda a discussão sobre moradores de rua começou, quando funcionários da Prefeitura tentaram levar um sofá velho, que seria das pessoas que habitavam o vestiário. Desta vez, não foi assim. Engenheiros visitaram o imóvel, que apresentava rachaduras nas paredes e infiltrações, elaboraram um laudo e concluíram que havia risco de desabamento. A Vigilância Sanitária também emitiu um parecer, afirmando que o vestiário não tem condições de ser habitado, por conta da falta de ventilação, umidade excessiva e riscos à saúde. Os laudos foram, então, encaminhados ao Ministério Público, que não se opôs à decisão da Prefeitura. Desta forma, o símbolo da polêmica deixou de existir.
 
As ações do poder público em Franca junto à população de rua são alvo de constantes polêmicas, são marcadas por ininterruptas idas e vindas, com avanços e retrocessos, na tentativa de solucionar esse grave problema social. A Secretaria Municipal de Ação Social anunciou e promoveu importantes programas voltados à população de rua. Também se viu envolvida em decisões controversas, e recuou de algumas delas. Que o avanço de agora seja garantia de que os moradores de rua sejam tratados com dignidade nos serviços oferecidos pelo município, e que eles sejam suficientemente capazes de evitar o retorno dessas pessoas às ruas. Para o bem delas e de todos os francanos.

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