Dono de bufê some e noivos ficam sem festa de casamento


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Algumas das mesas não tinham toalhas e a decoração não foi a combinada, segundo a vítima
Algumas das mesas não tinham toalhas e a decoração não foi a combinada, segundo a vítima

O que deveria ser um dia inesquecível de celebração do amor e da união entre duas pessoas transformou-se em um pesadelo para dois casais francanos. No último sábado, data de seus casamentos, o responsável pelo bufê e decoração da festa simplesmente desapareceu e, até hoje, não deu satisfação para os noivos. Além deles, há a acusação de que o homem aplicou esse golpe em pelo menos mais cinco casais, que procuraram a polícia nesta semana.

Entre as vítimas, está a dona de casa Paula da Silva, que gastou R$ 3.300, sendo R$ 2 mil com bufê para 200 pessoas e R$ 1,3 mil com a decoração, com a empresa Max Bolos e Festas. Enquanto se preparava para a cerimônia, que aconteceria em um salão do Jardim Cambuí, ela foi surpreendida com a notícia de que o dono do bufê não realizou o serviço.

“No contrato constava entrada, jantar, bolo, doces e as lembranças para as madrinhas e padrinhos. Durante o dia, ele me disse que estava chegando no salão. Um pessoal que trabalha terceirizado para ele chegou a iniciar a decoração, por isso, fiquei despreocupada”, disse a vítima.

Ainda segundo Paula, o pesadelo teve início às 19 horas, a uma hora do início da cerimônia. “Meu marido me ligou chorando e disse que tinham acabado com o meu sonho, que não tinha comida, não tinha toalha suficiente e apenas um saco de batata para descascar. Só havia bebidas. Tive de pedir desculpas para os convidados. Foi muito triste.”

Outra vítima

Semelhante sentimento vivenciou o repositor Gabriel Felipe Ferreira. No sábado, ele e a mulher alugaram uma chácara em Cristais Paulista para receber 70 convidados e selar seu compromisso. Mas sequer as mesas foram levadas pelo dono do bufê até a chácara e os convidados tiveram de ajudar as vítimas a fazer um jantar improvisado.

De acordo com Gabriel, o contrato foi fechado em março deste ano. Pelo valor de R$ 2.050, o suspeito seria responsável pela decoração, bufê e brindes, como copos e chinelos. “Descobrimos o Max em um encontro de noivos e a proposta foi boa. Não imaginávamos que ele faria uma coisa dessas de não fazer nada em nosso casamento. Nem o fornecedor de bebidas ele pagou. Deu um calote de R$ 950 nele.”

Assim que perceberam que foram vítimas de um golpe e que o homem não chegaria na chácara, o repositor e a mulher explicaram a situação para os convidados. Alguns foram embora e outros ficaram para ajudar os recém-casados. “Nossa família e amigos foram para a cozinha mesmo com as roupas de festa. Gastamos mais R$ 600 com salgados, comida, mesas e cadeiras. Foi constrangedor e aconteceu por irresponsabilidade dele”, disse.

Além dos casais, há um grupo de WhatsApp com ao menos 40 pessoas que fecharam contrato com o mesmo bufê e, agora, temem a possibilidade de também se tornarem vítimas do acusado.

A reportagem do Comércio tentou, na noite de segunda-feira e durante toda a terça-feira, falar com o empresário em seu celular. Porém, ele não foi localizado. Os casos foram registrados e estão sob investigação no 2º Distrito Policial.

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