Trio segue preso enquanto tenta escapar de júri popular


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Apesar das provas que a Polícia Civil encontrou no decorrer da investigação, até hoje os três acusados não confirmam a real participação de cada um no brutal homicídio. Tanto nas oitivas quanto na audiência realizada no Fórum, em março deste ano, um jogou a responsabilidade no outro.
 
Lauany Viodres, que está presa na Penitenciária de Mogi Guaçu, deu três versões diferentes da história. Na mais recente, em audiência, atribuiu o crime ao namorado, Leonardo Cantieri. Disse que ouviu e viu Núbia implorar por ajuda enquanto ele a golpeava na cabeça e matava a jovem.
 
Leonardo, por sua vez, também mudou a história pelo menos três vezes. Segundo o jovem, que seria o “pivô” do crime, já que tinha relacionamento com Lauany e também se envolveu com Núbia, a namorada deu a facada no rosto da vítima, que ficou desacordada. Teria sido aí, de acordo com Leonardo, que o terceiro envolvido, Italo Neves, entrou em cena para “dar um jeito” e supostamente socorrer a jovem.
 
Já Italo, único que manteve a mesma versão quando teve a oportunidade de ser ouvido, negou ter matado Núbia. Disse que foi responsável apenas por abandonar o veículo da vítima na rodovia Nelson Nogueira. 
 
Essas versões não convenceram o Ministério Público, que denunciou o trio à Justiça. Para o promotor Odilon Nery Comodaro, Leonardo atraiu a vítima para a morte; Lauany deu a facada no rosto e Italo matou Núbia. 
 
Os três são réus em uma ação de homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver. Apesar da decisão da Vara do Júri e Execuções para os acusados irem a júri popular, suas defesas estão recorrendo e esperam evitar que isso aconteça.

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