O açougueiro Wesley Fernando de Miranda, 34, responsável pelo acidente que matou o bebê Davi Lucca Silva Barato, de 4 meses, e seu pai, Wesley Silva Barato, 29, no ano passado, tentou recorrer da decisão da Justiça. Porém, perdeu e deve ir a júri popular em breve.
O Tribunal de Justiça de São Paulo, onde a defesa de Miranda recorreu para tentar fazer o cliente escapar do júri, teve o mesmo entendimento que a Vara do Júri e Execuções de Franca e a decisão de primeiro grau foi mantida.
Agora, a defesa pode recorrer. Porém, segundo o promotor Odilon Nery Comodaro, que ofereceu a denúncia ao juiz, isso não impede, em princípio, a realização do júri.
Na denúncia, Comodaro destacou que o açougueiro assumiu o risco de causar um acidente e matar pessoas ao atirar seu veículo de um barranco no Leporace e atingir o veículo em que as vítimas e familiares estavam, na rodovia Cândido Portinari. “A forma como causou o acidente, já caracteriza que agiu mediante dolo eventual (quando o indiciado prevê o resultado de um crime, não quer o ocorrido, mas assume o risco de matar)”, explicou o promotor à época dos fatos.
O caso
O acidente que matou pai e filho, bem como deixou outras cinco pessoas feridas, aconteceu há um ano e quatro meses na rodovia Cândido Portinari, que liga Franca a Cristais Paulista.
De acordo com a Polícia Civil, Miranda passou o dia bebendo cervejas e pinga com mel em casa, onde brigou com a mulher. Irritado, ele saiu do local dizendo que se mataria.
Em dado momento, o açougueiro pegou o carro, um VW Voyage, e saiu em alta velocidade. Ao chegar no barranco da alça de acesso do Leporace à rodovia Cândido Portinari, acelerou o veículo e se atirou na pista.
O réu atingiu o teto do Ford Escort que Barato conduzia. Davi estava no banco ao lado, no colo da mãe, Thaís Silva Froes Barato, 27. Logo após o acidente, foi preso e segue na Penitenciária de Franca.
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