Quadrilha que fez 100 vítimas em Franca é presa no MS


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Os quatro acusados na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário de Campo Grande. Foto: HENRIQUE KAWAMINAMI/CAMPO GRANDE NEWS
Os quatro acusados na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário de Campo Grande. Foto: HENRIQUE KAWAMINAMI/CAMPO GRANDE NEWS
Quatro dos cinco membros de uma quadrilha acusada de aplicar golpes com cartas de crédito contempladas em pelo menos 100 vítimas de Franca foram capturadas e tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça, nessa quarta-feira. Eles foram pegos acusados de “arrancarem” mais de R$ 100 mil de oito pessoas em Campo Grande, no Estado do Mato Grosso do Sul.
 
Os suspeitos, Guilherme Natali da Silva, de 22 anos, Clésio de Jesus, 36, Juliano César Pasti Marcelo, 23, e Pedro Henrique Natali da Silva, 23, foram pegos na segunda-feira após oito vítimas, de Sidrolândia (MS), desconfiarem de que estavam sendo alvos de um golpe. Elas marcaram um encontro em uma cafeteria do bairro Chácara Cachoeira, em Campo Grande. Dois dos golpistas foram pegos no estabelecimento pela polícia e outros dois em um hotel.
 
De acordo com as investigações da Polícia Civil de Franca e de Campo Grande, os acusados aplicaram golpes em diversas vítimas sob o pretexto de que elas teriam cartas de crédito contempladas e, assim, poderiam ter acesso a valores para adquirir imóveis, veículos e outros bens.
 
Em entrevista ao Campo Grande News, o delegado responsável pela prisão dos acusados, Enilton Zalla, disse que a quadrilha é feita de “profissionais, artistas, dissimulados e com desvio de personalidade”. Ainda segundo o delegado, o quarteto agiu em Franca, Sidrolândia, Curitiba (PR), Brasília (DF) e Ponta Grossa (PR), podendo haver ainda mais vítimas em outras cidades e Estados do País.
 
Depois do flagrante, em que foram autuados por associação criminosa, estelionato e falsidade ideológica, Clésio, Guilherme, Juliano e Pedro foram levados para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro de Campo Grande. Ontem, eles passaram por audiência de custódia e a prisão preventiva da quadrilha foi decretada. Agora, o caso será investigado pela Dedfaz (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Defraudações, Falsificações, Falimentares e Fazendários). 
 
Paralelamente a isso, a polícia de Franca segue investigando o caso e à procura do quinto envolvido no esquema. Ele ainda não se apresentou.

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