Opositores de Bolsonaro divulgam movimento #EleNão


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O cantor e compositor Caetano Veloso, que declarou apoio ao pedetista Ciro Gomes, foi um dos que aderiram ao movimento
O cantor e compositor Caetano Veloso, que declarou apoio ao pedetista Ciro Gomes, foi um dos que aderiram ao movimento

Depois que a página de Facebook "Mulheres Unidas Contra Bolsonaro" foi hackeada no sábado (15) e restaurada na tarde do domingo (16), a hashtag #EleNão viralizou entre opositores do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL).

Utilizada em frases explicando motivos para não votar no candidato, a hashtag se preocupou em não mencionar o nome de Bolsonaro, utilizando só a palavra "ele" e juntou eleitores de vários partidos e vertentes políticas.

O cantor e compositor Caetano Veloso, que declarou apoio ao pedetista Ciro Gomes, foi um dos que aderiram ao movimento. Na última segunda-feira (17), ele escreveu ele: "#EleNao #CoisoNão".

"#EleNao não tem a ver com política (só). Tem a ver com moral. Com a liberdade e a dignidade de 'ser' e de pensar, que eu espero que a minha filha tenha. E os filhos de todos vocês tenham também", escreveu no Twitter a atriz Deborah Secco, que não costuma comentar suas preferências políticas.

Segundo a assessoria da página Mulheres Unidas Contra Bolsonaro, a criação e viralização da hashtag foi um movimento espontâneo que surgiu juntamente com as discussões do grupo nas redes sociais e explodiu após o ataque de hackers.

"É uma forma legítima de manifestar que não é através do uso da força que nossos votos serão determinados", afirmou a criadora do grupo, Ludimilla Teixeira.

Uma adesão que causou alguma surpresa foi a da jornalista Rachel Sheherazade. A apresentadora tem histórico de apoio a pautas conservadoras e foi criticada por seus seguidores ao afirmar que não votará no candidato do PSL.

"Fui criada por minha mãe e minha avó. Não. Não somos criminosas. Somos HEROÍNAS! #elenao", escreveu Sheherazade no Twitter.

A frase é uma resposta à fala de Hamilton Mourão (PRTB), candidato a vice de Bolsonaro, que declarou na segunda-feira que uma "casa só com mãe e avó é fábrica de desajustados para o tráfico".

Eduardo Suplicy, candidato ao Senado pelo PT em São Paulo, também respondeu à frase de Mourão com a hashtag.

Políticos opositores de Bolsonaro aproveitaram o sucesso da expressão para promover suas campanhas. O vice na chapa da presidenciável Marina Silva (Rede), Eduardo Jorge (PV) aproveitou o momento para dar suporte à sua candidata: "#somosmarina #elasim".

O candidato à Presidência Guilherme Boulos, do PSOL, publicou no Instagram "#BoulosESoniaSim #EleNão #EleNunca", em referência à sua vice, Sônia Guajajara.

Apoiadores de Bolsonaro quiserem reverter a situação e encabeçar uma campanha para utilizar a hashtag #EleNão contra o ex-presidente Lula (PT). Com textos e legendas contrárias ao ex-presidente, os internautas explicam os motivos para que Lula não seja o candidato deles.

Junto à viralização da hashtag, surgiram inúmeras artes com a expressão #EleNão. Grupos de designers e artistas visuais espalharam pela internet imagens variadas com a hashtag. Uma das mais famosas foi a criada por Militão de Queiroz Filho, 32, estudante de Letras de Limoeiro do Norte, interior do Ceará.

Em entrevista à consultoria de cultura urbana Rolê, o artista afirmou que pretendia ajudar o movimento e levou um susto com a repercussão. "Fiquei estático olhando pra tela do celular", disse.

Ele tem uma loja de camisetas online, onde a arte #EleNão já está sendo vendida em diversos produtos.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

#Elenão #CoisoNão ????????

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