A Câmara Municipal aprovou na sessão de ontem projeto que autoriza a criação de uma Frente Parlamentar, com o objetivo de buscar soluções para tentar amenizar a crise que afeta o setor calçadista. O grupo de vereadores vai examinar leis municipais e realizar audiências para elaborar um diagnóstico das principais necessidades e propor incentivos para que as empresas possam retomar a produção e gerar emprego.
A proposta foi apresentada por Corrêa Neves Júnior (PSD) e aprovada por unanimidade pelos vereadores. Corrêa afirmou que o tema emprego é a principal preocupação demonstrada pelos eleitores na série de sabatinas realizadas pelo Comércio com os candidatos a deputado com base eleitoral em Franca. “O setor calçadista enfrenta uma crise muito séria e temos que fazer algo com urgência. O objetivo da Frente Parlamentar é reunir ideias e buscar alternativas para preservar e impulsionar as nossas indústrias, que têm grande capacidade de gerar empregos e movimentar a economia.”
Em princípio, vão formar a Frente os vereadores Corrêa Neves, Tony Hill (PSDB), Claudinei da Rocha (PSB) e Pastor Palamoni (PSB). Os parlamentares vão analisar a legislação municipal para ver se é possível conceder incentivos e realizar reuniões com sapateiros, donos de bancas, fábricas e representantes do sindicato das indústrias para ouvir as demandas.
Ao final das audiências, os vereadores vão elaborar um documento com as sugestões do setor e entregar para o prefeito, deputados eleitos e para o futuro governador. “Vamos nos empenhar para tentar resolver o problema que é muito grave. Até quando vamos ficar sentados vendo as fábricas fecharem ou irem para outros Estados? Acionaremos o prefeito, os deputados e o governador para que providências sejam tomadas”, disse Tony Hill.
Claudinei da Rocha destacou a importância do trabalho conjunto para salvar o setor calçadista de Franca. “Todos sabem da minha disposição de ajudar, principalmente, os prestadores de serviço, que geram muito emprego. A cidade está passando por grande dificuldade e tenho sido procurado por muitos banqueiros, mas minha força é limitada. Agora, com a Frente Parlamentar, teremos mais condições de buscar soluções e força para cobrar os governantes.”
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