“Estamos fazendo de tudo para nos mantermos fortes, mas é difícil. Perder nosso filho, que era tão novo e cheio de sonhos, devastou nossa vida.” Foi dessa forma que o aposentado João Pedro da Silva definiu como tem sido os seus últimos 15 meses e da mulher, Cleide da Silva, após a morte do filho, Igor Júnior da Silva, de apenas 21 anos.
O auxiliar de serviços-gerais morreu no dia 27 de junho do ano passado, um dia depois de sofrer um grave acidente no Distrito Industrial. Ele saiu de casa, no Parque Esmeralda, rumo ao trabalho no Jardim Vera Cruz, quando, por volta de 6h30, aconteceu a fatalidade na avenida Tristão de Almeida, perto do Cemitério Jardim das Oliveiras.
Na ocasião, imagens de câmeras de segurança de estabelecimentos da região indicavam que Igor tentou desviar do VW Fox conduzido por uma técnica de enfermagem, que seguia pela mesma faixa e tentou uma ultrapassagem sem dar seta. Porém, ele bateu em uma árvore, sofrendo politraumatismo.
O auxiliar foi levado para a Santa Casa e morreu no dia seguinte. Desde então, a família diz que luta para que a condutora do Fox seja responsabilizada pelo acidente na Justiça. Segundo a defensora do casal, Pâmela Stradiotti, a motorista do Fox “agiu de forma imprudente ao realizar troca de faixa” por não ter sinalizado com seta. “Ela tampouco olhou os retrovisores para constatar se vinha outro veículo à sua esquerda”, escreveu Pâmela, em suas petições.
Mas, de acordo com a advogada, o promotor do caso não ofereceu denúncia e atribuiu a culpa exclusiva do acidente a Igor. Assim, não há como a técnica em enfermagem responder criminalmente pelo caso, o que era a vontade da família.
A defensora já fez nova petição para que a situação seja reconsiderada. “Estamos revoltados e isso aumentou quando jogaram toda a culpa no nosso filho. O erro não foi só dele e a perícia não soube precisar se ele estava em alta velocidade como estão querendo alegar. Como podem julgá-lo errado e a motorista como certa, sendo que nem seta ela deu?”, questionou João Pedro.
A mãe de Igor também clamou por justiça. “O promotor ocultou o erro da motorista e jogou tudo no Igor, que não está aqui para se defender. Eu vi as filmagens. Ela ‘fechou’ meu filho e, agora, ele não está mais conosco. Quero que a justiça seja feita.”
Enquanto tenta reverter a situação na esfera criminal, a advogada dos pais de Igor, Pâmela Stradiotti, entrou com um processo de indenização por danos morais. Na ação cível, é pedido um valor de R$ 187 mil.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.