O furacão Florence chegou à Costa Leste dos Estados Unidos na quinta-feira com ventos de mais de 220 km por hora. Furacões ocorrem em algumas partes do planeta, como oeste, nordeste e norte dos oceanos Pacífico, Índico e Atlântico. O Brasil é abençoado por natureza: não acontecem aqui estes fenômenos destruidores.
Na última quinta-feira, o Florence tocou a Costa Leste dos Estados Unidos. Com ventos de mais de 220 km por hora causou muita destruição nos estados da Carolina do Norte e do Sul. Foi classificado na categoria 4, dos mais violentos. No mundo de hoje, através de satélites, os meteorologistas conseguem identificar a formação dos furacões em alto mar. As populações podem ser avisadas a tempo de se prevenirem. Elas em geral deixam o lugar e fogem para regiões seguras, voltando depois. Ou protegem portas e janelas e armazenam água e alimentos. Ninguém consegue transitar no meio de um furacão. Ele pode durar muitas horas.
Furacão, tufão, ciclone e tornado
Existe uma diferença básica entre tufão, ciclone, furacão e tornado. O ciclone se caracteriza por ventos que superam os 50 km por hora e chegam com tempestade violenta. No sul da Ásia ele é chamado tufão. O furacão possui velocidade maior. Pode atingir 200 km por hora. Surge de repente. Chega a medir impressionantes 200 km de diâmetro. Por último, existe o tornado, o mais forte de todos os fenômenos deste tipo. Embora menor que os anteriores, sua velocidade é maior: cerca de 490 km por hora e poder de destruição enorme.
Todos nascem em regiões do oceano onde a temperatura ultrapassa os 27º C. A água começa a evaporar e se acumular em forma de nuvens na camada mais baixa da atmosfera. Isso cria outra camada de baixa pressão. O ar quente sobe mais rápido. E o ar frio da camada superior desce pelo centro (o buracão). Então, ventos em sentido contrário fazem com que o furacão, tufão, ciclone, tornado comecem a girar. À medida que se movimentam sobre o mar, mais água evapora, alimentando-os. Quando uma dessas formações atinge a terra firme, se dissipa. Mas antes deixa um rastro devastador.
Furacões, tufões, ciclones e tornados giram em torno de um “olho”. Ele é incrivelmente seco e pode ter 20 km de diâmetro. Ou seja, é realmente um buracão! Através deste buraco, o ar frio desce e o ar quente sobe, criando um movimento circular que define o formato típico do fenômeno, conforme se vê na imagem acima.
Estar no olho do furacão
Em nossa língua portuguesa, como em outros idiomas, existe a expressão “estar no olho do furacão”. Significa estar no meio de um grande problema, uma enorme turbulência, uma confusão das grandes. O olho do furacão, nesse sentido, é a parte mais perigosa. Porque sendo calmo e silencioso, pode dar às pessoas falsa sensação de segurança. Ali dentro os ventos diminuem e tudo se aquieta. Mas minutos depois ganham força e velocidade impressionantes, destruindo tudo à sua passagem: casas,prédios, árvores, postes de transmissão de energia. Pode haver ainda formação de ondas de cinco metros que avançam pelas praias destruindo o que encontram pela frente.
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