O Setembro Amarelo é uma campanha que busca conscientizar a população a respeito da prevenção ao suicídio. Ela começou, no Brasil, em 2015, por meio de ações do CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina) e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria). Desde então, vários eventos são realizados Brasil afora, sempre nesse mês, para divulgar a causa. O Regional Hospital e Maternidade participa da campanha e promove ações dentro do hospital, como palestras com especialistas, rodas de conversa com profissionais da área da saúde mental, por exemplo, que buscam trazer esclarecimento sobre o assunto e derrubar o tabu que envolve o tema. Para Diego Costa e Danilo Lima, diretores de Marketing do Regional, falar sobre o suicídio é uma maneira de prestar apoio a quem vive uma situação difícil e ajudar uma outra pessoa da família ou de seu convívio indicar qual o caminho correto para buscar auxílio.
Qual a importância de falar sobre o suicídio?
Falar sobre o suicídio é o primeiro passo para oferecer apoio a quem se sente desamparado, desvalorizado, deprimido, fracassado. É importante reconhecer e apoiar essas pessoas. É preciso levar a sério o sentimento que as palavras trazem, o sentimento que as atitudes expressam. Ofereça apoio, acolha e principalmente busque ajuda para que a pessoa com ideações suicidas possa encontrar um acompanhamento profissional (psicoterapêutico e/ou psiquiátrico).
Quais são os grupos de risco?
Pessoas que se encontram em isolamento social, com dificuldade para se relacionar com amigos e familiares; pessoas que apresentem algum tipo de doença psiquiátrica, depressão, ansiedade, pânico, entre outros. Pessoas que falam repentinamente em morte ou suicídio. Mas os principais fatores de risco para o suicídio são histórico de tentativa de suicídio e transtorno mental.
Como ajudar?
Procurar ouvir e tentar compreender os sentimentos dessa pessoa, conversar abertamente. Demonstrar sua preocupação para com ela. Caso a pessoa tenha acesso a métodos suicidas, como armas e remédios, remova-os imediatamente. Oriente-a e ajude-a a buscar os órgãos responsáveis e especialmente treinados para lidar com a situação, como CAPS e CVV.
Perguntar sobre suicídio pode encorajar o ato?
Não, isso é um mito replicado pelas pessoas. O diálogo é essencial no combate ao suicídio. Quem está sofrendo precisa se sentir acolhido, então, em vez de tapar os olhos para o assunto, precisamos expressar respeito e compreensão pelos sentimentos da pessoa.
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