É chegada a hora de cumprir


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GOVERNO MUNICIPAL ACUMULA UMA SÉRIE DE LANÇAMENTOS QUE NÃO SAÍRAM DO PAPEL
Em um pouco mais de 20 meses à frente da Prefeitura de Franca, o governo Gilson de Souza (DEM) acumula uma série de lançamentos de projetos e pretensas ações que, em sua maioria, não vão além do anúncio da intenção. Na prática, não passam de pretensões. Algumas de extrema importância para a cidade, outras não tão primordiais. Mas praticamente todas condenadas ao esquecimento, seja pela própria administração ou pela grande maioria da população, devido à morosidade em agir. A impressão é de que, quando a administração tem “uma grande ideia”, não hesita em torná-la pública. E, assim, mesmo em alguns casos, com o projeto já maduro, titubeia frente às repercussões, às vezes, contrárias e até negativas. 
 
Gilson de Souza tem à sua frente enormes desafios, dos quais não poderá se eximir. A reforma administrativa da Prefeitura é o maior deles. O prefeito prometeu celeridade após o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo extinguir os mais de 200 cargos comissionados na administração municipal. Mas, passados mais de 30 dias da exoneração dos ocupantes dos cargos em confiança, nenhum projeto para regularizar as funções foi enviado à Câmara para apreciação dos vereadores. E este é apenas um exemplo. Juntam-se à reforma prometida, o plano de refinanciamento de dívidas municipais, o Refis Municipal. O primeiro anúncio do pacote foi feito ainda no final de 2017. A ideia era beneficiar mais de 1,2 mil empresas que estavam com débitos em atraso com a Prefeitura. Em agosto deste ano, o governo voltou a falar do Refis. Desta feita, a informação era de que, “depois de meses de discussões sobre o assunto, a Secretaria de Finanças da Prefeitura está na fase final de elaboração de projeto de lei que instituirá o programa de 
 
Refis da Dívida Ativa do município”, como noticiou este Comércio, no dia 5 do mês passado. Até hoje, mais de 40 dias depois, nenhum projeto sobre o assunto chegou à Câmara Municipal.
 
A estimativa da Prefeitura é arrecadar, apenas neste ano, R$ 5 milhões com Refis. O valor “extra” seria investido nos primeiros passos para a implantação do Hospital das Clínicas de Franca. Esta, uma promessa de campanha de Gilson. Na mesma área, o mais recente anúncio é da implantação da Casa de Saúde da Mulher. O prédio que receberá o programa já começou a ser reformado. O que se espera é que o projeto não mude durante seu curso, como aconteceu com o Abrigo Provisório. Gilson anunciou a ida do equipamento para um novo local, mas recuou, mesmo com o projeto pronto, após manifestações contrárias da Pastoral do Menor e Família de Franca, que administra o serviço, e do Ministério Público. Há ainda a faculdade pública municipal. Mas esta, nem no papel ainda foi colocada.
 
Um governo é feito de tomada de decisões - por vezes, impopulares -, e não de tentativas de agradar à totalidade da população que administra.

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