Venda de imóveis cresce, mas o valor movimentado diminui


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Venda de unidades em conjuntos populares, como o Copacabana, com subsídios do governo, explica a queda no valor movimentado
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Um levantamento feito pelo CNB (Colégio Notarial do Brasil) mostrou que nos primeiros seis meses deste ano foram comercializados em Franca mais de 1.850 imóveis, que somados chegam ao valor de R$ 168,7 milhões. 
 
Os dados foram coletados através dos registros de escrituras feitos nos cartórios de imóveis da cidade. 
 
De acordo com o levantamento, a comercialização de imóveis cresceu. De janeiro a junho do ano passado, foram vendidos em Franca 1.623 imóveis. Em 2018, esse número chegou a 1.857, um aumento de 14,4%.
 
Mas o valor movimentado com as vendas não acompanhou o mesmo ritmo de crescimento. Pelo contrário. Segundo o estudo do CNB, nos primeiros seis meses deste ano, as transações imobiliárias movimentaram R$ 168,7 milhões contra R$ 203,2 milhões no ano passado, uma queda de 17%. 
 
Para o diretor regional do Creci (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis), Walber Almada de Oliveira, a queda nos valores movimentados pelo mercado imobiliário é reflexo da mudança do perfil dos imóveis. 
 
“Antes, tivemos um crescimento de vendas dos imóveis com valores mais altos. O mercado estava aquecido para esse tipo de negócio. De um ano para cá, esse perfil vem mudando. Hoje os imóveis mais baratos são os mais procurados”, explicou. 
 
Almada disse que um levantamento recente feito pelo Creci na cidade mostrou que a maioria dos imóveis vendidos em Franca custa até R$ 180 mil. “As vendas neste valor correspondem a 70%, 80% do total comercializado na cidade.”
 
Segundo o diretor regional do Creci, as pessoas hoje buscam imóveis mais baratos para conseguir sair do aluguel sem mexer muito no orçamento familiar. 
 
“As pessoas querem usar o dinheiro que gastam com o aluguel para a parcela do financiamento de um imóvel próprio, mantendo o padrão de gastos no mesmo patamar. Além disso, para essa faixa de preços há os incentivos dos programas do governo federal, como o Minha Casa, Minha Vida. Imóveis mais caros não contam com esse benefício.”
 
Para o futuro, Almada acredita que o foco deva continuar nos imóveis de menor valor. “As construtoras perceberam que a demanda por este tipo de imóvel mais em conta vem só crescendo e começaram a voltar seus investimentos para esse mercado, lançando condomínios populares com imóveis custando até R$ 150 mil”, disse.

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