Retirada de moradores de rua no Centro de Franca vira confusão


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Servidores municipais realizam limpeza do largo da Catedral Nossa Senhora da Conceição, na manhã dessa quinta-feira
Servidores municipais realizam limpeza do largo da Catedral Nossa Senhora da Conceição, na manhã dessa quinta-feira
A Prefeitura retomou na manhã dessa quinta-feira a operação conjunta para desocupar ruas, praças e imóveis públicos que estão ocupados por moradores de rua. O local escolhido para iniciar os trabalhos foi a Catedral Nossa Senhora da Conceição, no Centro. 
 
Há meses, a lateral da igreja virou moradia para um grupo de oito moradores de rua. Eles construíram pequenos barracos improvisados com papelões e cobertores. Por volta das 9 horas, a equipe formada por servidores das secretarias municipais de Serviços, Ação Social e Saúde começou a limpeza. Os moradores que estavam na catedral decidiram, então, levar seus pertences para a marquise de um imóvel desocupado do outro lado da rua. 
 
A lateral da igreja foi limpa. Foram retirados os restos de comida apodrecida, muita sujeira e feita a lavagem do local, com jatos de água. Os moradores de rua acompanharam tudo do outro lado da rua. O secretário municipal de Ação Social, Vanderlei Tristão, decidiu oferecer ajuda. Acompanhado do coordenador de Ação Social, Ronaldo Rogério, foi tentar conversar. Mas os moradores ficaram agressivos. Irritados de terem de retirar seus pertences da lateral da igreja, o grupo resolveu tomar satisfações, gritando e ameaçando agredir os servidores. 
 
Foi quando uma viatura da Polícia Militar passou pelo local e viu a confusão. Os policiais desceram e tiveram de intervir para conter os ânimos. Não foi preciso usar a força física. Com a chegada da polícia, os moradores de rua aceitaram deixar o local e levar seus pertences. 
 
“Dos seis que estavam aqui, apenas um aceitou nossa ajuda. Ele é trabalhador da construção civil, foi dispensado e não tinha para onde ir. Agora o encaminhamos para a Casa de Passagem, para que ele possa receber assistência e tentar encontrar um novo emprego e se restabelecer”, disse Vanderlei Tristão.
 
Os demais se recusaram a ir para o Abrigo Provisório e também não quiseram buscar tratamento para o vício em drogas.
 
A previsão era de que a operação se estendesse também para a praça Nossa Senhora da Conceição, em frente à catedral, e para a Praça Dom Pedro (Praça do Itaú), em frente à Santa Casa, mas acabou sendo encerrada e deve ser retomada em uma data ainda não definida. 

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