Durante os últimos três dias, representantes da Prefeitura de Morrinhos, no Ceará, visitaram fábricas de calçados de Franca, oferecendo incentivos para atrair essas empresas e, com isso, ampliar a geração de empregos a 2.720 km daqui. A visita foi confirmada pelo secretário de Administração e Finanças de Morrinhos, Raimundo Oneti de Freitas Júnior, que revelou que cinco indústrias francanas foram visitadas.
Entre os benefícios oferecidos para levar as fábricas, estão a doação de terreno, redução de impostos, como ISS, IPTU, ITBI, e taxas, como licenças e alvarás, além de treinamento de mão de obra. As vantagens variam de acordo com o potencial de geração de emprego de cada fábrica.
Com aproximadamente 22 mil habitantes, segundo o secretário, atualmente a renda do município gira em torno da Prefeitura, o comércio local e aposentadorias.
“O nosso secretário de Infraestrutura e um técnico de desenvolvimento econômico estão há três dias em Franca visitando fábricas. Hoje, nosso prefeito está em busca de atrair renda para o município e temos uma lei aprovada que oferece terreno para que as empresas instalem seus galpões”, disse o secretário de Finanças.
Em contrapartida, na busca para manter as empresas na cidade, o prefeito Gilson de Souza (DEM) afirmou que trabalha para o desenvolvimento de Franca. “A cidade tem se destacado na geração de empregos, assim como o governo tem trabalhado para melhorar a qualidade de vida, segurança e infraestrutura da cidade, o que tem atraído investimentos de empresas de fora, como o caso dos sete loteamentos que chegam a Franca e gerarão cerca de 1 mil empregos”, disse. “A administração vem trabalhando para oferecer condições e manter as empresas locais, além de atrair novos investidores”, completou.
Há algumas semanas, o presidente do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), José Carlos Brigagão do Couto, já havia alertado sobre a visita de representantes de cidades oferecendo incentivos para empresas francanas.
“O fato é que somos inquilinos no Estado de São Paulo e as empresas estão procurando um aluguel mais barato. Essa guerra fiscal continuará, enquanto não houver uma reforma tributária. As fábricas de calçados são grandes geradoras de vagas e as Prefeituras de outros Estados continuarão buscando atraí-las”, reafirmou o presidente, ontem.
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