Destravar para avançar


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Em cerca de 18 meses, a Prefeitura de Franca concedeu autorizações para construção de empreendimentos imobiliários que resultarão em mais de R$ 900 milhões em investimentos na cidade. A estimativa foi feita pelo prefeito Gilson de Souza (DEM), na última terça-feira, durante cerimônia de liberação das obras de seis novos condomínios fechados e de um edifício de alto padrão. Apenas esses sete investimentos liberados nesta semana devem injetar na economia local R$ 92 milhões. 
 
Representantes de tão importante setor, que aquece os negócios e gera empregos, se queixavam da morosidade do poder público para aprovar os empreendimentos. Após a união da administração municipal e dos próprios investidores, em busca de processos que garantissem a desburocratização e maior agilidade na liberação das obras, o resultado começa a ser alçando. São pequenas, médias e grandes construções por todos os cantos da cidade, que geram riqueza e garante o sustento de milhares de famílias. Administrar um município, além de garantir serviços públicos de qualidade, é atrair e garantir investimentos da iniciativa privada.
 
De acordo com matéria publicada por este Comércio da Franca, no dia 18 de março deste ano, a morosidade e burocracia no processo para aprovação de empreendimentos imobiliários em Franca, além de desanimar os investidores, freava o desenvolvimento da cidade. Já que, de acordo com levantamento da Alfa (Associação dos Loteadores e Empreendedores Imobiliários de Franca), nos últimos 15 meses anteriores àquela data, apenas três loteamentos haviam sido aprovados pela Prefeitura. À época, outros 40 pedidos para implantação de empreendimentos tramitavam na Secretaria Municipal de Planejamento Urbano, responsável por dar o aval às obras. De lá para cá, o ritmo das liberações deslanchou. 
 
Governar é tomar medidas simples, como, por exemplo, a ampliação no número de reuniões do GTA (Grupo Técnico de Análise), responsável pela análise dos projetos, de um encontro a cada 15 dias para duas vezes por semana, ainda no primeiro semestre deste ano, e a nomeação de mais um membro para o grupo, mais recentemente. E outras nem tão simples, como o convencimento de vereadores da oposição para a modernização da legislação municipal.
 
A atenção às demandas do setor imobiliário e o atendimento de seus pleitos, mesmo que em partes, são prova de que, sim, é possível avançar, mesmo em momentos de crise tão profunda como a que o país atravessa atualmente. Que esta luta para garantir investimentos imobiliários na cidade sirva de exemplo e inspiração para outros setores da economia local, como a indústria calçadista, por exemplo. Todo o setor produtivo da cidade deve unir para cobrar da administração municipal e, junto dela, encontrarem meios que garantam o progresso de Franca.

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