Educação estuda 3 formas para seleção de diretores


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A Prefeitura estuda três formas para resolver a situação dos diretores das escolas municipais que foram exonerados em agosto, após decisão do Tribunal de Justiça que considerou irregulares 225 cargos criados em 1996 e alterados em 2017, incluindo cerca de 40 diretores. 
 
A afirmação foi feita ontem, na Câmara, pelo secretário de Educação, Edgar Ajax, convocado para prestar esclarecimentos sobre a situação que se arrasta há um mês e ganhou novo capítulo no último dia 7, após portaria designar 36 servidores, que antes ocupavam cargos de direção, para funções de assessores.
 
“Na portaria, utilizo uma premissa para que esses servidores sigam nas unidades neste momento e cumpram medidas administrativas, auxiliando os coordenadores pedagógicos e mantendo o andamento normal das unidades”, explicou.
 
Ajax afirmou que a administração procurou “os movimentos mais assertivos possíveis”. “Não houve alteração na remuneração desses profissionais, a portaria serve para regularizar a permanência desses servidores nas escolas, já que eles não participaram de atribuição”, explicou o secretário. A designação não deu poder de direção para o profissional, assim as escolas seguem sob responsabilidade dos coordenadores. 
 
Segundo o secretário, a medida é “paliativa” e são estudadas pela Prefeitura três opções para garantir a nomeação dos diretores em 2019. “Todas contam com pontos positivos e negativos, e buscamos a melhor considerando todos os aspectos.” 
 
As alternativas estudadas são a realização de concurso público em três formatos diferentes: o tradicional, com prova objetiva; o realizado entre profissionais da própria rede, com prova também escrita, mas em um segundo momento com a chancela da comunidade escolar, chamada de gestão democrática; ou a lista tríplice, que seria a escolha do prefeito através de três nomes que seriam indicados pela comunidade escolar, mas também garantindo que os candidatos passem por um processo de seleção.
 
Monitores
Questionado sobre falta de monitores que devem acompanhar alunos do quadro de inclusão da rede, o secretário afirmou que desde que assumiu a Educação ampliou o serviço, que atualmente é realizado por estagiários. Disse ainda que estuda uma solução, que pode ser a terceirização das funções, em molde parecido com o que acontece na rede estadual.

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