A psicóloga Lauane Silva desenvolve um trabalho voltado para mulheres no Espaço Contemple-se Mulher e já se deparou com diversas situações de violência. Ao longo desses meses, ela tem se aprofundado nas questões femininas e garantiu: é fundamental que a vítima de violência tenha um respaldo de pessoas próximas e acolhimento da sociedade para, assim, libertar-se de uma situação abusiva e que pode chegar a extremos como agressões e até assassinato.
O que você acha importante fazer, além da denúncia, quando se é vítima de violência? É importante que, além da denúncia, que a mulher consiga buscar alguns meios para se proteger, de forma legal ou por conta própria. Buscar ajuda de um profissional, já que deixam marcas não só físicas como também psicológicas, também é um bom caminho. Essas vítimas precisam de acolhimento, compreensão, apoio e uma mão estendida para conseguirem forças para sair dessas situações de violência.
Há casos extremos em que as vidas das mulheres são ceifadas por seus companheiros ou ex. Há um perfil de vítimas ou pode ser qualquer uma? Qualquer uma de nós estamos sujeitas a vivenciar algum tipo de violência, seja dentro do âmbito familiar, doméstico e até mesmo no ambiente de trabalho. Atualmente é uma triste realidade. Todos os dias abrimos os jornais e os sites de notícias e nos deparamos com manchetes sobre violências contra mulheres.
Em algumas situações, o assassino sequer havia agredido a ex ou atual antes. Apenas ameaças. Quais sinais podem ser identificados para que a pessoa fuja dessa situação? Os sinais começam de forma muito sutil, bem ali no início do relacionamento. Eles podem começar com piadinhas, comentários e brincadeiras machistas. A violência física começa com empurrões, apertões, segurar com força, puxar e chacoalhar até virar algo mais grave. É importante a mulher identificar o relacionamento abusivo o quanto antes para, assim, conseguir sair dele.
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