'Desafio os críticos falar quais direitos trabalhistas foram tirados'


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Candidado a deputado federal pelo PSDB, Adérmis Marini foi sabatinado na última sexta-feira, 7
Candidado a deputado federal pelo PSDB, Adérmis Marini foi sabatinado na última sexta-feira, 7
O candidato a deputado federal pelo PSDB, Adérmis Marini, foi sabatinado pela rádio Difusora na sexta-feira, 7, de setembro. Ele falou das votações polêmicas que participou como deputado e apresentou suas propostas para representar Franca em Brasília. Defendeu transparência, investimentos no setor de tecnologia e informação e maior rigor para combater a criminalidade. Confira abaixo o que pensa e propõe o candidato.
 
Repúdio à violência
“Eu gostaria de registrar o meu repúdio à agressão sofrida pelo candidato à presidência Jair Bolsonaro. Temos discordância de idéias e posicionamento, mas jamais a política pode enveredar para o lado de agressões físicas e morais. A democracia se faz com discussão e confronto de idéias. Minha solidariedade ao Jair e ao Eduardo Bolsonaro, com quem fui deputado federal em Brasília. É um momento de reflexão, não só da classe política, mas da sociedade brasileira. Queremos o bem do Brasil e todos têm que se reposicionar e conversar com respeito”.
 
Por que votar em mim?
“Sou francano, gosto da cidade, sempre participei ativamente de movimentos estudantis e fundei ONGs. Fui eleito vereador em 2012 e apresentamos mais de 40 projetos de lei e tivemos uma atuação destacada. Um dos projetos mais importantes foi a Lei Ana Laura, de doação de medula óssea, que virou referência em todo o Brasil. Tive uma votação histórica para vereador na reeleição. Em 2017, assumi como deputado federal, me dediquei ao máximo, tive 100% de presença e apresentei 14 projetos de lei. Várias vezes presidi sessões na Câmara dos Deputados e fui membro de cinco comissões. Trouxe R$ 1,4 milhão para a Santa Casa e R$ 250 mil para a Prefeitura. A experiência e a vontade de trabalho me credenciam para representar a região em Brasília”.
 
Votação necessária
“Acreditamos que a linha de corte possa ser menor este ano e que, com cerca de 80 mil votos, dá para ser eleito como titular. A expectativa é de que a nossa coligação possa eleger de 26 a 28 deputados. Nas últimas eleições, até o oitavo suplente assumiu como deputado. A probabilidade de ter movimentação nas vagas é muito grande e os suplentes vão subir, por isto, é importante estar no bloco”.
 
Custo da campanha
“Recebi R$ 250 mil do partido e vamos trabalhar com estes recursos. O valor é muito abaixo do que muitos concorrentes vão gastar. Recebi dinheiro do Fundo Partidário, pois é o que prevê a lei atual, mas sou contra o modelo e tenho um projeto de lei que proíbe o uso de recursos públicos em campanha política”.
 
Reforma Trabalhista
“A reforma fez mudanças em uma lei que era de 1940, quando grande parte das pessoas trabalhava na zona rural. Aconteceram muitas evoluções e estamos na era da inovação e da tecnologia. A reforma deu a oportunidade de regulamentar uma série de serviços que, até então, não eram previstos, como o “home-office”, que é o trabalho em casa, e a legalização do bico. Desafio os críticos a me falar quais direitos trabalhistas foram tirados. O que aprovamos foi uma lei que regulamentou uma série de serviços. O Brasil precisa avançar, se modernizar e ter competitividade”.
 
Terceirização
“Fui ameaçado por ter votado e até meus filhos sofreram, mas não tive medo e votei favorável. A terceirização nada mais foi do que regulamentar por lei algo que já existia no Brasil, como é o caso das bancas de pesponto. Não mudou nada. A medida deu segurança jurídica para as pessoas poderem trabalhar. A Algar terceirizou para funcionários uma série de serviços. Entre estas empresas, surgiu a Skala. A terceirização trouxe novos empreendedores, pois deu a oportunidade do funcionário montar o seu próprio negócio e virar patrão. A política tem que ser feita com muita transparência, com ética e coragem. Sem coragem, a gente não muda este Brasil”.
 
Liberação das drogas
“Sou contra a descriminalização. Defendo a manutenção da lei atual. O Fernando Henrique Cardoso está errado. Ele tem feito certas declarações que eu discordo com grande veemência. Só defendo a liberação para uso medicinal”.
 
Combate à violência
“Temos que trabalhar a prevenção e dar oportunidades para os jovens, mas defendo punições mais rigorosas. Temos que mudar o Código Penal, acabar com a saidinha de presos, acabar com a progressão continuada e definir a questão da prisão em segunda instância. Defendo que o jovem cumpra a pena integral”.
 
Violência contra mulheres
“Vou trabalhar para aprovar a lei que permite ao delegado de polícia assinar a medida protetiva à vítima no momento da elaboração da ocorrência. Hoje, a decisão é do juiz. É um absurdo ver tantas mulheres vítima de agressão e os autores têm que ser punidos exemplarmente”.
 
Aborto
“Sou favorável à vida e totalmente contra o aborto. A lei já prevê os casos em que é permitido. Quem aborta em outras circunstâncias tem que responder de acordo com a lei”.
 
Apoio às empresas
“É preciso de um esforço coletivo, que envolva a Prefeitura, Câmara e entidades. O setor calçadista precisa de uma pauta clara para levarmos ao governo. Temos que aprovar a reforma tributária e ter uma alíquota padrão para acabar com a guerra fiscal. Franca tem que ter um plano para atrair novas empresas, principalmente, na área de tecnologia e informação. Defendo menos impostos e a concessão de incentivos. Temos boa qualidade de vida e de infraestrutura. Temos que saber vender a cidade de Franca”.
 
Mensagem final
“A classe política tem que trabalhar com transparência. O político que não aprender a ter conduta correta e séria terá que pagar por isso. Defendo o controle social e maior participação da sociedade. Peço ao eleitor que faça uma reflexão. Franca precisa de representantes em Brasília. Coloco meu nome à disposição para, juntos, mudarmos esta realidade do Brasil”. 
 

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