Museu recebe 4 mil visitantes por ano


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Maria Ângela Chiachiri presidente da Associação Paulo Duarte
Maria Ângela Chiachiri presidente da Associação Paulo Duarte
O incêndio do Museu Nacional do Rio de Janeiro gerou grande repercussão nas redes sociais, que foram tomadas por manifestações de solidariedade e muitas críticas, especialmente quanto ao pouco interesse que os museus despertam nos brasileiros e, também, à escassez de recursos para manutenção. Como é a visitação ao Museu de Franca? O Museu de Franca tem uma visitação incrível, cerca de 4000 visitações por ano.
 
Quais os acervos mais relevantes do museu?  O quadro da Baronesa da Franca, pinturas de Dom Pedro e fotos de todos os prefeitos da cidade. Tem uma cadeira de dentista antiquíssima, um tear muito bem conservado, objetos relacionados a escravos, como algemas e chicotes, ferros de brasa, gamelas e panelas de ferro,  louças belíssimas e o carro Fordinho 29 que foi doado por uma família francana.
 
Quais as principais ações desempenhadas pela associação Paulo Duarte em Franca hoje?  A associação tem o objetivo de colaborar na preservação dos movimentos históricos e dos objetos culturais e também de fazer um trabalho pedagógico com oficinas e palestras com professores para que as crianças saibam da nossa história.
 
Há alguns meses se discute a liberação de verbas para a reforma do Museu Histórico “José Chiachiri”. Como está o processo? O que é mais urgente fazer?
O mais urgente é a reforma, o conserto e a manutenção do emadeiramento e do telhado. Porque há mais de oito anos, nas épocas de chuva, entra água dentro do museu. A diretora, Margarida Pansani, e os dois funcionários precisam esparramar baldes quando chove, para preservar o prédio e os objetos. Outra urgência é a acessibilidade. O ministério público já entrou com uma ação pedindo a acessibilidade, inclusive com pedido de elevador para o prédio. Nós da associação fomos até a Câmara Municipal e os Vereadores Corrêa Neves Júnior e Pastor Otávio se empenharam e nos levaram até o prefeito, Gilson de Souza, que prometeu o conserto do telhado ainda esse ano.
 
O museu histórico leva o nome de seu sogro (o jornalista José Chiachiri), foi cuidado durante décadas por seu marido (o falecido professor e historiador José Chiachiri Filho) e hoje, além da senhora e de alguns abnegados, tem o envolvimento também de seus filhos? Como a senhora define essa paixão?
Tudo é amor pela história, meu sogro era um historiador e se encantou pela cidade, conheceu minha sogra, se apaixonaram e ele ficou por aqui. O museu era um hobby, uma paixão. Então ele começou a procurar as famílias mais tradicionais para coletar objetos, foi feito um movimento forte na época. Meu marido, José Chiachiri Filho, se apaixonou pela paixão do pai, tanto que foi professor de história e modéstia à parte, o melhor historiador de Franca. Todos os meus filhos admiram o trabalho, mas meu filho, Jorge de Freitas Chiachiri se formou em história pela paixão e atua como advogado na associação.

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