O candidato a deputado federal pelo PV, Gerson de Paula, poderá responder pelo crime de injúria e ser processado por danos morais coletivos, por causa das afirmações feitas contra mulheres e os sapateiros. O pedido de abertura de ação penal e civil foi feito pelo Ministério Público em Franca, nessa quinta, e encaminhado à Procuradoria Regional Eleitoral.
A representação, assinada pelos promotores eleitorais Paulo Borges e Ivan Nascimento Castro, foi motivada pelas declarações que o candidato deu durante sabatina do Comércio, na última segunda.
Gerson afirmou que há mulheres que “pedem para ser estupradas”. Disse, também, que as mulheres “falam muito” e que precisam “ter sabedoria” para não serem agredidas. Ele afirmou, ainda, que o calçado acabou e que é preciso diversificar a indústria. “Agora, como fazer isso com o sapateiro que fica sentado no chão da fábrica o dia inteiro? Não sabe ler, não sabe escrever”, afirmou.
Os promotores anexaram na representação o vídeo da entrevista que o candidato concedeu ao Comércio e as notas de repúdio feitas por lideranças e entidades, para reforçar o pedido de providências para a reparação dos danos morais coletivos, diante da grande repercussão, e para a responsabilização criminal das injúrias cometidas.
“As declarações feitas são graves, na medida em que se trata de um postulante a cargo público de representação nacional. O procurador vai analisar todas a documentação que enviamos, inclusive, a gravação fornecida pelo jornal. Se ele tiver o mesmo entendimento que nós, ele determina a instalação de inquérito policial ou propõe ação penal contra ele. Se o procurador entender que não é caso, ele arquiva”, disse o promotor Paulo Borges.
A direção nacional do PV recebeu pedido feito pelo diretório municipal da Rede Sustentabilidade para que a candidatura de Gerson seja barrada. Eduardo Jorge (PV) é vice na chapa de Marina Silva (Rede) à presidência da República. Ainda não há decisão a respeito.
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