Funcionária de escola é acusada de agredir menina


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A Polícia Civil, através da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), investigará nos próximos dias mais uma denúncia de agressão em escola, que foi registrada em Franca. Dessa vez, uma faxineira alega que a filha, de 4 anos, sofreu agressões nas mãos de uma funcionária da creche-escola do Jardim Luiza, localizada na rua Luiz Milani.
 
De acordo com Maria Isabel Borges de Oliveira, na última segunda-feira, a criança chegou da creche com machucados em um dos braços e em uma das orelhas. “Perguntei para ela o que tinha acontecido e, a princípio, minha filha não quis contar, disse que tinha caído. Aos poucos, com cuidado, consegui ouvir dela que uma das funcionárias tinha feito aquilo”, disse.
 
Ainda com dúvidas, a mãe da menina pediu para que ela mostrasse o que a “tia” teria feito. Foi quando a criança mostrou o braço e puxou a orelha da faxineira, revoltando-a e fazendo com que procurasse a instituição para cobrar explicações sobre o comportamento da funcionária.
 
Segundo Maria Isabel, a coordenadora e a psicóloga da creche deram respaldo quando perceberam o machucado, dizendo que a acusada seria afastada de suas funções. A funcionária negou ter feito qualquer coisa. “Ela disse que não fez nada disso e eu achei que realmente fossem afastá-la. Mas isso não aconteceu. Procurei a Secretaria da Educação e não tive nenhum suporte. Agora, minha filha, que antes adorava ir à escolinha e tem professoras ótimas, não está mais querendo ir”, reclamou a faxineira.
 
Diante dessa situação, a mãe procurou a DDM na última quarta-feira e decidiu prestar queixa. O caso, registrado como lesão corporal, será investigado. Ainda na quinta-feira, a menina fez exame de corpo de delito e, nos próximos dias, todas as partes envolvidas devem ser chamadas na delegacia para prestar esclarecimentos. “Eu quero justiça, para que isso não aconteça com outras crianças também.”
 
Através da assessoria, a Secretaria da Educação disse apurar o que aconteceu. Também foi informado que já está em contato com a entidade que administra a creche. Caso a agressão se confirme, medidas devem ser tomadas pela secretaria. 

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