A polêmica entrevista concedida ao Comércio da Franca por Gerson de Paula, candidato a deputado federal pelo PV, foi repercutida na sessão de hoje da Câmara. Ele disse que sapateiros não sabem ler, nem escrever, e que as mulheres falam muito, por isto, são agredidas.
O vereador Della Motta (Podemos) saiu em defesa dos sapateiros e das mulheres. "O candidato foi muito infeliz e demonstrou falta de compostura. Parece que deu um pitaco no THC e foi doidão. Tem que fumar menos quando for dar entrevista".
Marco Garcia (PPS) disse que o candidato falou muitas asneiras. "Ele disse que, graças a Deus, o sapato acabou. Eu afirmo: graça a Deus, ele perdeu muitos votos. Ele falou muitos absurdos. O que temos, devemos ao setor calçadista. Temos que respeitar as mulheres e combater todas as formas de violência".
Corrêa Neves Júnior (PSD), que conduz as entrevistas com os candidatos, chamou a atenção para uma situação preocupante. "Fizemos um levantamento e constatamos que 8% das pessoas concordam com o que o Gerson falou. Temos que tomar muito cuidado com os discursos que promovem a divisão, o ódio e a violência".
Única mulher no plenário, Cristina Vitorino (PRB) também se manifestou. "Não é a roupa da mulher que vai dizer o que ela quer. Temos liberdade para fazer o que quiser e não vamos aceitar o que esses babacas ficam falando. Queremos respeito e ser protegidas. Lugar de mulher é onde ela quiser" .
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