Franca e mais 12 municípios da região assinaram ontem uma parceria para transformar o atendimento prestado hoje pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) em referência regional. Atualmente o Samu de Franca já atende outras dez cidades. Com a parceria, a intenção é ampliar a base de atuação para 22 municípios.
A assinatura do termo de intenção é o primeiro passo de um longo processo burocrático até que o Samu de Franca possa assumir a administração e o gerenciamento dos serviços de atendimento de urgência em toda a região.
“Conseguimos hoje o apoio de todos os 12 municípios que faltavam. Todos se mostraram dispostos a colaborar, o que era uma exigência do Ministério da Saúde para a regionalização. Agora vamos trabalhar em busca da concretização deste sonho”, disse o prefeito Gilson de Souza (DEM), durante a cerimônia de apresentação do convênio, realizada na tarde de ontem em seu gabinete.
Segundo o secretário municipal de Saúde de Franca, Rodolfo Moraes, com a regionalização, o Samu de Franca passará a receber e analisar todos os chamados de urgência. “Caberá a nossos médicos da central de atendimento do Samu analisar caso a caso e definir qual será a unidade acionada”.
Atualmente, o Samu de Franca possui duas ambulâncias para atendimentos sem grande gravidade (que não contam com médicos na equipe) e uma ambulância de atendimento avançado, que conta com um médico para as chamadas. Além disso, existem ainda uma ambulância em Patrocínio e outra em Pedregulho. Se a regionalização for concretizada, Franca passará a gerenciar ainda as ambulâncias das bases de São Joaquim da Barra e de Ituverava.
Para os municípios da região, a vantagem da regionalização, segundo Rodolfo Moraes, é acabar com os custos de manutenção dessas bases. “As estatísticas mostram que o número de atendimentos prestado pelo Samu nestas localidades é muito baixo. Então, não compensa para essas cidades manter toda a estrutura de atendimento, que é cara”, disse.
Para Franca, que já conta com todo o sistema de atendimento e filtragem das chamadas de urgência, a vantagem é poder receber mais recursos financeiros mantendo praticamente a mesma estrutura em termos de custos. “Vamos receber cerca de R$ 40 mil a mais do Ministério da Saúde e outros R$ 48 mil dos novos municípios. E como já temos toda a infraestrutura, nosso investimento será muito pequeno. Vamos poder utilizar esses recursos na melhoria do atendimento”
Para que a regionalização passe a valer, é preciso ainda que seja aprovada por uma comissão estadual de Saúde e depois por uma comissão federal. “Devo ir a Brasília nos próximos dias para pedir agilidade na análise do nosso pedido de regionalização. Esperamos a aprovação o mais rápido possível”, disse o prefeito Gilson de Souza.
A expectativa é que os tramites burocráticos estejam concluídos até o final deste ano.
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