Bastaram apenas 15 dias entre o grande show na porta do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em Brasília e o fim da encenação circense, decretado pela própria corte. Com base na Lei da Ficha Limpa, por 6 votos a 1, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está proibido de disputar as eleições presidenciais deste ano. A decisão, apesar de previsível e acertada, é um importante passo rumo ao restabelecimento da ordem no Brasil. Lula e o PT zombaram da Justiça e de toda a Nação ao registrar o pedido de tão esquizofrênica candidatura. Ele está preso!
A trama traçada já incluía o substituto e a substituta do substituto. Contavam com o tempo da Justiça, nem sempre ao gosto e de acordo com as necessidades do cidadão, para exporem Lula como candidato no rádio, na televisão, na internet... Não contavam, porém, com a celeridade - excepcional neste caso - da Justiça Eleitoral, que limou o petista do pleito e das propagandas eleitorais a poucas horas do início da veiculação dos programas pelo rádio. A perspicácia de Lula para burlar as regras, mesmo dentro do que mandam as leis, desta vez foi ineficaz.
Militantes e líderes petistas se concentraram no dia 15 de agosto na porta do TSE para o registro da candidatura de Lula. Foi uma festa - de gosto duvidoso - , com direito a comício repleto de discursos inflamados. E ele lá, em Curitiba. Na carceragem da Polícia Federal, onde cumpre pena de 12 anos e um mês de prisão a que foi condenado, em segunda instância, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. E, dessa forma, “ficha suja”, proibido pela lei que ele mesmo sancionou quando presidente de disputar qualquer cargo eletivo. Mas tudo estava tramado para manter a farsa até quando a Justiça permitisse.
Lula era o candidato fake. O vice, Fernando Haddad (PT), deve ser oficializado na cabeça da chapa. O partido tem 10 dias, a contar deste domingo, para solicitar a mudança. Manuela D’Ávila (PCdoB), que abriu mão de candidatura própria, deve compor com o ex-prefeito de São Paulo. A grande farsa, que todos conheciam, não teve vida longa. Aliás, foi curtíssima. Tudo graças ao um inédito empenho em julgar todos os pedidos de candidatura à presidência da República antes da propaganda eleitoral. Isso o Brasil deve a Lula e ao PT. Mesmo contra a opinião da presidente da corte, ministra Rosa Weber, o julgamento do pedido do petista se deu na última sexta-feira e avançou um pouco pelo sábado.
Agora está definido, os brasileiros escolherão entre Alvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB), Jair Bolsonaro (PSL), João Amoêdo (Novo), João Goulart Filho (PPL), José Maria Eymael (DC), Marina Silva (Rede) e Vera Lúcia (PSTU), além de Haddad. Oportunidade de avançar um pouco mais rumo ao restabelecimento pleno da ordem.
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