IBGE DIVULGA RESULTADO QUE MOSTRA ESTAGNAÇÃO DO PIB NO 2º SEMESTRE
Ninguém disse que seria fácil, mas - ao mesmo tempo - também nem o mais pessimista diria que seria tão difícil. A recuperação da economia brasileira perdeu o ritmo. O crescimento é praticamente nulo nos primeiros seis meses deste ano que, para muitos, seria o momento de retomada da produção nacional, de impulso para um avanço mais vigoroso nos próximos anos. Mas não. O primeiro semestre de 2018 reservou surpresas impossíveis de serem detectadas pelos radares dos analistas de mercado. A greve dos caminhoneiros foi uma delas. Em, entre as consequências do movimento paredista, a evolução pífia das riquezas produzidas no Brasil no segundo trimestre deste ano. A situação se torna ainda mais temerária com o cenário de indefinição às vésperas da eleição presidencial.
Dados divulgados nessa sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que a atividade econômica nacional está girando em um ritmo baixo desde meados do ano passado. No segundo trimestre, prejudicado pelos 11 dias de greve dos caminhoneiros, o PIB cresceu apenas 0,2% em relação ao número já fraco do primeiro trimestre (0,1%). Nas próximas semanas até o início de outubro, a expectativa de economistas é que haja alguma melhora na atividade. Mas insuficiente para afetar a sensação de estagnação. O ambiente pode comprometer o ânimo dos candidatos para defender reformas, que levam a ajuste considerados mais duros, e ainda abrir espaço para discursos populistas que pregam saídas fáceis para a complexa crise na qual o país se encontra, avaliam economistas.
Em Franca, a paradeira nacional se reflete na indústria calçadista e, consequentemente, no mercado de trabalho. A produção de 28 milhões de pares, prevista para este ano, é a mesma de 1996. Em 22 anos, não se produziu tão pouco. O número de empregados no setor em julho, 19.727 sapateiros, é o pior para o mês desde 2002. Não é de hoje que a economia do país está recuando e levando junto, como não poderia deixar de ser, a realidade de cada localidade do Brasil. Sofrem com o descomando nacional, o descontrole nas contas públicas, os francanos, os paulistas, todos os brasileiros.
Uma saída pode começar a ser tomada já nas urnas, no dia 7 de outubro. A escolha do novo presidente da República pode ser um sinal de esperança para os investidores e empreendedores, ou então o decreto de falência geral da Nação. A definição dos presidenciáveis que disputarão um provável segundo turno já pode gerar um ânimo na economia nacional. E, assim, o país terá a oportunidade de parar de patinar na lama do fundo do poço e começar a subir, ainda que lentamente, rumo ao progresso, pelo qual sempre lutou e do qual pouco gozou.
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