O agosto de 2018 foi o mais chuvoso dos últimos 17 anos, segundo dados do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). Depois de mais de dois meses sem um pingo de água - a última chuva considerável na cidade tinha sido registrada em maio - o mês que terminou ontem acumulou 55,7 milímetros de chuva, bem mais que os 5,5 milímetros que caíram na cidade no mesmo período do ano passado. Em agosto de 2016, o volume de chuva foi de 28 milímetros. Já em 2015 e 2014, o mês terminou sem uma gota. A última vez que choveu mais em agosto na cidade foi no ano de 2001. Na ocasião, foram 61,5 milímetros.
Apesar da chuva no mês passado, a situação ainda é crítica. “O mês de agosto foi mais chuvoso principalmente por causa da seca dos meses anteriores. Na média, somando os meses do inverno, a chuva nesta estação ainda está abaixo do ideal”, explicou o meteorologista Marcelo Schneider.
Agosto também registrou a manhã mais fria do ano, com a mínima atingindo 7,6ºC, no dia 11. Antes, as menores temperaturas na cidade foram registradas no dia 20 de maio, quando os termômetros marcaram 8,3ºC, e no dia seguinte, 21, quando caíram ainda mais, chegando a 7,9ºC.
No dia 17 de agosto, quando em poucas horas choveu 22 milímetros, em vários bairros, como Distrito Industrial, Jardim Lima, Centro, Vila Chico Júlio, Residencial Palermo, Recanto Elimar e Aeroporto, houve registro de granizo.
Para o mês que começa hoje, o meteorologista avisa que o tempo deve continuar seco e a temperatura alta, com poucas chuvas e a umidade do ar em níveis bem abaixo do ideal, chegando a 20% já neste fim de semana. Isso requer cuidado maior, especialmente no caso de crianças e idosos, que sofrem mais com doenças respiratórias.
Para o domingo, 2, há previsão de chuvas rápidas e muito vento. “Setembro deve continuar com poucas chuvas, mas há previsão de uma chuva rápida para este domingo e queda na temperatura. Depois, o tempo deve continuar seco, com temperatura alta e a umidade do ar bem baixa”, disse Schneider.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.