Candidato a vice-governador na chapa de João Doria (PSDB), o ex-secretário de Estado da Habitação, Rodrigo Garcia (DEM), veio a Franca para uma série de compromissos esta semana. Na noite de quarta-feira, participou do lançamento da campanha de Gilson de Souza Júnior (PRB) a deputado federal.
Na manhã de ontem, percorreu as rádios para divulgar as propostas de governo de Doria, o atual líder nas pesquisas de intenção de votos. Rodrigo participou do programa Hora da Verdade, na Difusora, e afirmou que o combate à criminalidade, geração de empregos e incentivo à saúde serão prioridades.
Papel no governo
“O vice é um complemento da chapa. Tenho experiência política e de gestão. Estarei à disposição do Doria para qualquer missão. Onde ele entender que eu possa ser útil para servir o Estado, estarei à disposição”
Combate à criminalidade
“O Doria tem um frase que resume o nosso programa de governo: ‘Polícia na rua e bandido na cadeia’. Ele pretende fazer isso com três ações objetivas: valorização da carreira policial, expansão para o interior dos Baeps (Batalhões de Ações Especiais da Polícia Militar), que têm o padrão Rota de segurança. Hoje há cinco na Capital e na grande São Paulo. Vamos fazer mais 17 e levar os Deics regionais, que são os departamentos de investigação criminal. Além disto, haverá o projeto preventivo que são as câmeras de monitoramento. Será uma forma mais dura de atuar no combate ao crime. São Paulo tem os melhores indicadores do Brasil, é o Estado mais seguro, mas temos que comparar São Paulo com o mundo e, não mais, com o País”.
Redução da máquina
“Para São Paulo ir bem, o Brasil precisa ir bem. Não estamos em uma ilha separada do País. O País precisa retomar o seu crescimento, o emprego e a renda. São Paulo, como um Estado industrializado, é o primeiro a recuperar sua economia. Dentro dos limites de governador, o Doria fará todo o possível para São Paulo ganhar competitividade e gerar empregos. O Doria fez em São Paulo o Empreenda Fácil, que possibilita a abertura de empresas em quatro dias. Antes, demorava quatro meses. Ele sabe que, do ponto de vista da carga tributária, temos muita limitação de mexer, mas já anunciou que vai enxugar o tamanho da máquina do Estado para poder reduzir impostos. A redução vai gerar competitividade.
Guerra fiscal
“Não podemos premiar uma empresa nova com redução de impostos e deixar as que estão aqui pagando imposto mais alto. Desde a época de Mário Covas, a gente sempre disse que São Paulo não poderia entrar na Guerra Fiscal, pois já tínhamos um parque industrial estabelecido. Só de montadoras de carros, são 12. Se reduzir para uma nova, tem que reduzir para todas, quebra o Estado. A melhor forma de combater isto é gerando competitividade, mão de obra e atuando nas fronteiras. Havia um projeto que previa a readequação do ICMS estadual. Infelizmente, a lei federal deturpou o projeto e não foi adiante. Espero que o Doria possa viajar muito e trazer investimento para São Paulo. Com o conhecimento que ele tem, vai identificar quais são os gargalos e o que precisa fazer para que as indústrias não saiam daqui”.
Proteção
“Precisamos ter um presidente da República que defenda o País, que possa observar a importância do governo no incentivo às indústrias locais. Muitas vezes, o Brasil abre-se para o mundo e vem uma concorrência desleal da China, que acaba com as indústrias brasileiras. É só olhar o que o presidente dos Estados Unidos está fazendo. As pessoas de longe podem criticar o presidente, mas os americanos estão felizes com o presidente que têm, porque ele está defendendo os americanos. Temos que ter alguém que tenha a clareza de que o Brasil é vocacionado para o crescimento e que precisamos atuar nesta guerra global de produtos e exportação para que o Brasil possa ser beneficiado”.
Déficit habitacional
“O governo Geraldo Alckmin, nos últimos quatro anos, bateu o recorde de entregas de moradias no Estado. Foram 135 mil unidades entregues. Neste mesmo período, o déficit habitacional aumentou por causa da crise que foi muito severa. É uma questão econômica. Se o Brasil não voltar a crescer e as pessoas não voltarem a ter emprego, mais renda, sempre vai precisar mais do Estado para poder realizar o sonho da casa própria”.
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