Tratorista que matou estudante pega 15 anos de prisão


| Tempo de leitura: 2 min
João Vitor Panício era estudante de veterinária
João Vitor Panício era estudante de veterinária
Dois anos depois de assassinar o universitário João Vitor Zandona Panício, de apenas 18 anos, o responsável pelo crime foi a júri popular e recebeu sua sentença. Ontem, o tratorista Rômulo Eduardo Faria, de 29 anos, foi condenado a 15 anos de prisão pelo homicídio, ocorrido em agosto de 2016.
 
Na sentença, proferida no início da tarde, após cinco horas de julgamento, o juiz José Rodrigues Arimatéa determinou que Rômulo deverá cumprir sua pena inicialmente em regime fechado. Mas, como aguardou o julgamento solto, o tratorista poderá recorrer em liberdade. 
 
João Vitor, que era estudante de medicina veterinária, foi morto a tiros em um bar de São José da Bela Vista no dia 8 de agosto de 2016. O réu alegou, após ser capturado pela polícia dias após o crime, e também à Justiça, que tentou se defender, já que estaria recebendo ameaças.
 
Além de admitir o assassinato, Rômulo disse que, na noite do homicídio, passou perto da mesa onde João estava com os amigos e que teria se preocupado com a possibilidade de a vítima fazer algo contra ele. “Fiquei com medo de levar tiro pelas costas. Fui e fiz essa bobeira com a minha vida”, disse o acusado, que prosseguiu. “Dei dois tiros nele e desci correndo a esquina com a arma na mão. A viatura passou e atirou. O segundo disparo acertou minha perna. Caí, firmei a perna e consegui correr. Ouvi que estavam atrás de mim, virei e efetuei três disparos. Depois entrei no mato e sumi.”
 
Para o promotor de Justiça Odilon Nery Comodaro, a pena foi justa. “Foram 12 anos pelo homicídio e três pelos disparos de arma de fogo efetuados contra os policiais militares, que tentaram abordar o tratorista”, explicou. 
 
O veredicto foi acompanhado por familiares e amigos de João Vitor e a defesa de Rômulo pode recorrer da decisão. O Comércio tentou, durante toda a tarde e início da noite de ontem, falar com o advogado Emerson Vasconcelos, que defende o tratorista. Porém, ele não atendeu às ligações feitas para seu celular e telefone do escritório.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários