Campeã pelo quinto ano consecutivo no saneamento básico oferecido para a população e 41ª cidade do País com maior desenvolvimento municipal, de acordo com ranking divulgado pelo Sistema Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), Franca tem ainda muitos desafios para continuar crescendo e oferecendo qualidade de vida para os seus 350,4 mil habitantes.
Para o presidente da Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca), Dorival Mourão Filho, o crescimento da população está relacionado ao envelhecimento da mesma. Segundo ele, dados do Instituto de Economia da entidade apontam que a expectativa de vida do francano aumentou.
“Acredito que os desafios vão desde estruturação de políticas públicas voltadas para a qualidade de vida do idoso à readequação do consumo. Setores de serviços e cuidados médicos deverão se expandir nos próximos anos, contudo, os setores de educação, transporte, recreação e comércio de bens duráveis podem sofrer abalos. Isso porque tivemos, de 1980 para cá, uma queda de 53,3% na taxa de natalidade em Franca”, disse ele, que ainda afirmou que um dos reflexos práticos do envelhecimento da população no comércio é o aumento de farmácias atuando na cidade.
A geração de empregos, mobilidade urbana e a segurança, além da diversificação da economia, são fatores primordiais apontados pelo sociólogo Agnaldo Barbosa, professor da Unesp. “O principal é gerar empregos que consigam contemplar esse número de habitantes, isso é muito importante. Em seguida, a mobilidade urbana da nossa cidade, já que boa parte das ruas da cidade foram traçadas há muito tempo. Não temos ciclovias suficientes e o transporte público deixa muito a desejar. Consequentemente, falamos de segurança, cuja falta de emprego, sabemos que possibilita que muitos entrem para atividades ilícitas”, disse.
O sociólogo reforçou ainda que todos os quesitos estão ligados à ausência ou ainda à presença insatisfatória de políticas públicas voltadas diretamente para essas questões. “Franca conta hoje com uma população semelhante a de grandes cidades da Europa. É preciso trabalhar no estímulo à geração de emprego, na diversidade da economia e no conhecimento da população”, finalizou.
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