A família de um menino de 5 anos acusa uma professora do CCI (Centro de Convivência Infantil) “Juana Inês de la Cruz”, administrado pela Instituição Espírita Joana de Angelis, no Jardim Portinari, de agredir a criança. O caso teria acontecido na última sexta-feira e veio à tona nesta semana.
Segundo a avó Maria Rosa Inácio, sua filha chegou na creche para buscar o menino e viu que o pescoço dele estava vermelho. “Ligamos para a coordenadora quando chegamos em casa e ouvimos que, como já estavam fechando, era melhor deixar para segunda-feira. Foi o que fizemos”, disse.
Maria afirmou que, durante o fim de semana, a criança não parava de chorar. Teriam ouvido do menino que a professora apertou seu pescoço e passou as unhas, porque ele não queria dormir.
A avó disse que, na segunda, foi até a instituição e pediu para ver as filmagens. “Disseram que, por eu ser apenas a avó, não poderia ter acesso ao que foi filmado. Fiquei nervosa e chamei minha filha. Ela foi até a creche e também não conseguiu ver nada. A desculpa dada foi que ela deveria confiar neles e que a gravação pertencia somente à escola”, contou Maria.
A situação ficou pior quando a avó decidiu chamar a Polícia Militar. “Meu neto foi agredido dentro da creche e ouvi de um responsável que era para registrar um boletim de ocorrência e que não queria mais o menino lá.”
Foi isso que Maria fez. Ainda na manhã de segunda-feira, ela foi até o 5º Distrito Policial e deu sua versão dos fatos. O caso foi registrado como lesão corporal. A avó disse que também acionou o Conselho Tutelar. “Meu neto está com muito medo e não quer voltar para a creche.”
O outro lado
A coordenadora da creche, Marina Dias, rebateu as acusações. “O machucado, que é muito visível, não aconteceu na creche. Não tinha nada nas filmagens.” Marina disse que a avó estava alterada quando foi até a creche, na segunda-feira, e que foi sugerido que conversassem em outro momento para que, assim, mostrassem as imagens das câmeras de segurança. A respeito da repercussão que o caso tomou, a coordenadora disse que a creche deve entrar com um processo de calúnia e difamação. “Não aconteceu nada na instituição e, assim que a polícia nos chamar, disponibilizaremos as imagens”, disse.
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