Delegado Davi defende penas mais severas a autores de crimes graves


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Ex-prefeito de Buritizal, no mandato de 2013/2016, o delegado Davi Abimael agora é candidato a deputado federal pelo PR
Ex-prefeito de Buritizal, no mandato de 2013/2016, o delegado Davi Abimael agora é candidato a deputado federal pelo PR
O delegado Davi Abimael, candidato a deputado federal pelo PR, foi sabatinado ontem e a entrevista foi transmitida ao vivo pela rádio Difusora. Durante uma hora, ele respondeu a perguntas de jornalistas e ouvintes e falou de suas propostas, caso seja eleito.
Ex-prefeito de Buritizal, no mandato de 2013/2016, o irmão da delegada Graciela Ambrósio afirmou que sua prioridade será o combate à violência. Defendeu a implantação de penas mais severas e o corte de benefícios concedidos a criminosos. Confira abaixo o que pensa e propõe o candidato.
 
Por que devo ser escolhido?
“Me candidatei com o anseio de mudança e renovação do País. O eleitor procura alguém com quem ele se identifique, que corresponda às suas expectativas e em quem possa confiar. Há muita roubalheira no País e os políticos não inspiram confiança. Como delegado de polícia, atuei em praticamente todas as cidades da região e tive contato direto com os problemas. Coloquei meu nome à prova, pois estou disposto a ajudar a mudar o cenário político, que me deixa revoltado. Meu grande objetivo é servir”.
 
Dobradinha com a irmã
“Eu e a Graciela temos muitos alinhamentos de pensamentos. Ela tem a personalidade forte e caráter incisivo. Tenho algumas qualidade que me identificam com ela. Talvez eu seja um pouco mais calmo. Criamos um par perfeito. Qualquer um gostaria de ter uma parceria com a Graciela por tudo o que ela representa. Tenho minha história, o meu trabalho. Quero ser visto pelo meu potencial”.
Bandeira
“A segurança é prioridade na vida das famílias. O índice de insegurança é muito grande atualmente. Como conheço os problemas, vou fazer uma atuação muito forte no setor. Por que Franca não tem uma unidade da Polícia Federal e o 190 foi para Ribeirão Preto? Falta de representação política. A ausência ou representação fraca tornam a região fraca. Com um deputado combatente e forte, o cenário poderá ser diferente. Precisamos de uma voz ativa e firme”.
 
Derrota
“Meu mandato foi aprovado pela população, conseguimos os melhores índices de avaliação em todos os setores. Colocamos a cidade de Buritizal como a melhor do País para se viver em qualidade de vida, segundo pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro e publicada na revista Exame. O governo foi aprovado, mas, na campanha eleitoral, muitas vezes, não vence o melhor”.
 
Legado
“Reestruturamos a educação, tivemos melhoria na saúde e na área social. O projeto que mais tenho carinho é o desenvolvimento em relação ao trabalho daqueles que não tinham como se sustentar. Buscamos quem estava desempregado, quem tinha problema com álcool e drogas, e iniciamos uma ação em que recebiam para trabalhar. Trouxemos dignidade para estas pessoas. Este foi o nosso maior legado”.
 
Investimento na campanha
“Pretendo gastar R$ 100 mil; é o valor que partido vai nos enviar. Não tenho nada a esconder, sou transparente. O valor é pequeno em relação à amplitude de uma campanha, mas é com ele que vou trabalhar. Será uma campanha simples. Sou contra a regra atual, que prevê a liberação de recursos do fundo partidário. Não deve haver dinheiro público nem de empresas em campanha eleitoral”.
 
Drogas
“Sou contra a liberação da maconha. Trabalho diretamente com esta questão e está muito evidente que as drogas criam um problema social e conduz à violência. Os efeitos das drogas nas famílias são enormes. A droga é um mal e não pode ser liberada em um País como o nosso. Defendo a liberação apenas para uso medicinal”.
 
Punição rigorosa
“Defendo a implantação de penas mais severas e que elas sejam, efetivamente, executadas. O País não pode se envergonhar, as pessoas não podem ser levadas a brincadeiras, como tivemos no caso da Suzane von Richthofen. Ela matou os pais e foi beneficiada com o indulto do Dia dos Pais. Sou a favor da redução da maioridade penal para os autores de crimes graves. O menor que mata, que estupra, deve responder como adulto. Os crimes que eles cometem têm que ser inseridos na ficha de antecedentes. Hoje, após cumprir pena de três anos, eles ficam com a ficha limpinha. O País não aceita mais a falta de responsabilidade. Não podemos ficar passando a mão na cabeça de marginal”.
Liberação de armas
“Sou favorável ao que prevê o Estatuto do Desarmamento. Defendo o direito legítimo da pessoa ter a posse da arma na sua casa. Quando o Estado falha em te dar a segurança, você não pode estar desarmado, porque o bandido não se desarma. Defendo o porte, que também está liberado. Mas, é preciso passar por avaliação psicológica e treinamento especial”.
 
Violência contra a mulher
“A situação é gravíssima e tem que ser combatida. A Lei Maria da Penha tem políticas públicas muito interessantes e precisa ser bem executada. Defendo a lei que foi vetada pelo presidente Michel Temer e que permite ao delegado de polícia determinar de imediato a medida protetiva da vítima. Hoje, é preciso solicitar ao juiz”.
 
Aborto
“Sou contra o aborto. Abro exceção apenas para as mulheres que foram estupradas ou que correm risco de morte em decorrência da gestação”.
 
Homofobia
“Defendo a criminalização. Todos têm que ser respeitados. É um princípio de humanidade”.
 
Lei trabalhista
“Teria votado contra. Uma medida como esta, deveria ter sido discutida com a sociedade, mas foi enfiada goela abaixo. O objetivo de modernizar e gerar emprego não foi atingido”.
 
Êxodo de empresas
“A guerra fiscal existe e todos estão vendo que ela acontece. Sou contra. Precisamos urgente de uma reforma tributária. Sou favorável ao imposto único e que haja isenção especial para exportação. Por falta de representação, Franca está sofrendo prejuízo. Vou trabalhar para realizar as mudanças necessárias”.

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