Tecnologia e redução de custo são 'salvação' da indústria


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O consultor Alexandre Baroni foi um dos palestrantes e falou sobre a importância da fabricação de produtos inteligentes
O consultor Alexandre Baroni foi um dos palestrantes e falou sobre a importância da fabricação de produtos inteligentes
Dezenas de profissionais do setor calçadista de Franca participaram na manhã de ontem, 29, do Seminário Integração e Inovação na Cadeia Produtiva do Calçado: Possibilidades para o aumento da competitividade no século XXI. O evento, organizado pela Assintecal (Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins), com apoio do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçado de Franca), contou com diversas palestras e cases de sucesso de empresas que, focando na inovação, através da tecnologia e também na criação de produtos inteligentes, aumentaram a competitividade e os resultados no mercado.
 
Durante aproximadamente quatro horas, os palestrantes falaram sobre questões práticas e essenciais para garantir redução de custos e melhorias na produção das fábricas calçadistas. A sobrevivência e o sucesso no futuro - que, segundo os profissionais já chegou - estão diretamente ligados à tecnologia e também à redução de custos na produção. 
 
“No ritmo em que estamos, se seguirmos assim, não conseguiremos sobreviver aos próximos anos. As empresas precisam se atentar a isso o quanto antes possível, e focar na criação de produtos inteligentes, que podem ser únicos para cada cliente, e na tecnologia das máquinas, reduzindo custos e mantendo uma empresa financeiramente saudável”, disse o consultor da Produttare, Alexandre Baroni.
 
Para o coordenador de engenharia Ismael Sgabarotto, as fábricas precisam buscar uma cadeia colaborativa e encarar as mudanças como desafio e não como ameaça. “A tecnologia hoje é global e é preciso lidar com ela. É preciso desenvolver soluções e não apenas produtos. Hoje existe oferta de mão de obra barata em vários locais e o receio da saída das empresas da cidade, mas é preciso aprender a encarar isso como um desafio e não uma ameaça. É essencial que as empresas aprendam a cooperar entre os vários pontos da cadeia produtiva e usar isso como um trunfo”, disse.
 
Para o presidente do Sindifranca, José Carlos Brigagão do Couto, que reforçou que apenas neste ano a expectativa é que o setor calçadista de Franca produza 13 milhões de pares de calçados a menos que em 2017, o problema começou há muitos anos. “O efeito que vivemos hoje, agravado substancialmente com a crise econômica, é efeito de ações tomadas lá na década de 1980. Perder mais de 13 milhões de pares é muito e é preciso pensar no hoje para evitar problemas ainda maiores no futuro”, finalizou. 

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