Entre os transexuais aliciados, aqueles considerados mais promissores e belos ou ainda os que possuíam a silhueta mais feminina, após as intervenções estéticas às quais eram submetidos, acabavam sendo enviados para a Itália com base em outra falsa promessa: estrelar concursos internacionais de beleza e obter dinheiro fácil na Europa. A dívida, então, crescia exponencialmente.
Enquanto no Brasil por dia as vítimas pagavam R$ 170 - os valores eram “revertidos” na hospedagem e alimentação (R$ 70); roupas, perucas, sapatos e acessórios (R$ 50), sendo tudo fornecido exclusivamente pelos suspeitos e os R$ 50 restante para uma espécie de poupança para os procedimentos estéticos - na Itália os custos da ida e também de moradia no novo país eram de total responsabilidade das vítimas. Para conseguir o dinheiro, as transexuais, assim como no Brasil, aceitavam se prostituir no exterior e, em alguns casos, acabavam nas ruas.
As investigações do caso continuam.
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