400 açougues e mercados que vendem carne estão irregulares


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Os comerciantes que não se regularizarem correrão o risco de ter suas mercadorias apreendidas e inutilizadas pela Vigilância
Os comerciantes que não se regularizarem correrão o risco de ter suas mercadorias apreendidas e inutilizadas pela Vigilância
Mais de 400 açougues e supermercados que vendem carnes na cidade estão na mira da Vigilância Sanitária. Todos vêm manipulando alimentos sem cumprir o que determina a legislação sanitária do Estado de São Paulo.
 
Segundo o fiscal da Vigilância Municipal, André Szabo, desde 2000, um decreto determina que, para poderem preparar e temperar carnes frescas para a venda ao consumidor, é necessário que os profissionais responsáveis tenham feito treinamento adequado em instituição de ensino reconhecida. 
 
“A intenção da legislação é evitar a contaminação dos alimentos colocados à venda aos consumidores. Por meio do treinamento, os profissionais aprendem as técnicas e meios mais eficazes de garantir a qualidade e a conservação do que está sendo comercializado”, explicou Szabo.
 
O problema é que, como Franca não tinha nenhuma instituição de ensino que oferecesse este tipo de treinamento, a lei acabou sendo ignorada. “Admito que a Vigilância fez ‘vistas grossas’ para o cumprimento dessa norma. Agora, isso está sendo revisto.”
 
Segundo Szabo, não são poucos os casos em Franca de problemas de conversação e qualidade de alimentos vendidos em açougues. “É sério. É uma questão de saúde pública. Mais de 80% dos casos de contaminação de alimentos acontecem por falta de cuidados no manuseio e conservação. Por isso, estamos fiscalizando para que a lei seja cumprida.” 
 
Na tarde de ontem, uma reunião com a participação de cerca de 100 açougueiros ou donos de açougues e supermercados foi realizada na Secretaria Municipal de Saúde. Na ocasião, todos foram informados sobre a necessidade de passarem por treinamento para que possam continuar preparando e temperando carnes para a venda. 
 
“Hoje (ontem) prestamos todos os esclarecimentos necessários e deixamos claro que vamos exigir o curso e apertar a fiscalização. Esclarecemos dúvidas e já disponibilizamos o curso junto ao Senac, para que todos possam se adequar”, explicou Szabo. 
 
Os comerciantes têm 30 dias para dar entrada no processo de inscrição do curso e de regularização. “Quem não fizer isso correrá o risco de ter suas mercadorias apreendidas e inutilizadas.”

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