Uma situação de difícil solução


| Tempo de leitura: 2 min
Mais uma vez os moradores de rua estão na pauta dos francanos. Eles estão por todos os lados, desde a região central até os extremos da cidade. Por falta de oportunidades ou, até mesmo, por decisão própria, ocupam praças, se protegem sob marquises, passarelas ou viadutos. O drama social vivido por esses cidadãos quase sempre se transforma em importunação a vizinhos e comerciantes. Na maior parte das vezes, amolam a população pedindo esmolas. Nos casos mais graves, são acusados de ameaças e até pequenos furtos, com o intuito de conseguirem dinheiro para sustentarem seus vícios. As ações do poder público em Franca junto à população de rua são alvo de constantes polêmicas, são marcadas por ininterruptas idas e vindas, com avanços e retrocessos, na tentativa de solucionar esse grave problema social. A Secretaria Municipal de Ação Social anunciou e promoveu importantes programas voltados aos moradores de rua. Também se viu envolvida em decisões controversas, e recuou de algumas delas. Enquanto isso, a população ex
perimenta sensações de certo alívio, em determinados períodos, e agora, de maneira oposta, vê a cidade tomada pelos mendigos.
 
Estima-se que hoje são 300 moradores de rua espalhados por Franca. Número bem abaixo dos 800 estimados pela própria Secretaria de Ação Social em março do ano passado. À época, o município projetava que, do total, 62% - ou 500 em números absolutos - seriam migrantes. Um importante trabalho foi desempenhado pelas forças públicas municipais para a redução a menos da metade da população de rua na cidade. Destaque para o Centro de Apoio ao Migrante, instalado no terminal rodoviário intermunicipal e que, em oito meses, até junho deste ano, havia auxiliado 400 moradores de rua a voltarem para suas cidades. 
 
Apesar de em menor quantidade, as pessoas que continuam vivendo nas ruas de Franca ocuparam agora pontos nevrálgicos da cidade, como as praças Nossa Senhora da Conceição e do Itaú, no Centro, as praças na região da antiga estação da Mogiana, e viadutos na avenida Antônio Barbosa Filho. Reportagem publicada domingo por este Comércio mostra “acampamentos” por toda a cidade.
 
A questão, agora, parece ser de mais difícil solução, já que a maioria dos moradores de rua é de Franca e muitos, como um dos entrevistados, estão nas ruas “para não ter encheção de saco”. A principal questão agora envolve vícios, é também de saúde pública. A administração promete retomar as abordagens, que teriam sido prejudicadas pelas exonerações dos funcionários comissionados. Promete ainda buscar, junto ao Ministério Público, uma ação conjunta para a questão. As autoridades francanas devem, sim, se unir e oferecer tratamento social e de saúde aos moradores de rua. É a partir de ações direcionadas a eles, que o restante da população será beneficiado.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários