Considerada um dos principais polos de produção de calçado masculino no Brasil - além de contar com mais de 20 mil trabalhadores e aproximadamente 3 mil fábricas entre micro, pequenas, médias e grandes empresas, segundo levantamento do Sindicato dos Sapateiros -, Franca recebe nesta quarta-feira, 29, o Seminário Integração e Inovação na Cadeia Produtiva do Calçado: Possibilidades para o aumento da competitividade no Século XXI. Realizado pela Assintecal (Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins), o evento tem entrada gratuita.
Dentro da programação do seminário, que faz parte de um programa de competitividade lançado há alguns meses e tem como objetivo inserir as empresas de componentes de moda e tecnologia, couro e máquinas para calçados e curtumes, estão incluídas diversas palestras e a participação de profissionais que são exemplos de casos de sucessos no setor.
Em uma ação que orienta sobre inovação, novas tecnologias e internacionalização, além de outros fatores que podem ajudar o setor a sobreviver aos novos tempos, os participantes poderão acompanhar palestras sobre modelos enxutos de produção; a importância da cooperação entre os elos da cadeia para o aumento da competitividade das empresas; e produtos inteligentes desenvolvidos especialmente para a indústria.
Entre os palestrantes estão o diretor de planejamento da marca Usaflex, Marcelo Guimarães, e o consultor da Produttare, Alexandre Baroni. Também está previsto um debate com o vice-presidente da Assintecal, Renato Raimundo, e o presidente do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçado de Franca), José Carlos Brigagão do Couto.
“Apesar de o país e o setor calçadista estarem enfrentando uma situação de recessão econômica já há algum tempo, é importante e necessário que, neste momento, as indústrias busquem novas tecnologias e conhecimentos com cases de sucesso de outros polos ou empresas, de modo a alcançar diferenciação, maior competitividade e inovação”, disse Brigagão.
“Eventos como esse são importantíssimos para que indústrias tenham acesso às novidades do mercado e se preparem para os possíveis cenários futuros, acreditando que teremos um novo rumo da economia num próximo governo em 2019. Condição, esta, imprescindível para a retomada do crescimento, do emprego, da renda e do consumo”, completou.
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