Um dos pontos com maior concentração de pessoas vivendo nas ruas é o Centro de Franca. Na praça Dom Pedro, conhecida como praça do Itaú, em frente à Santa Casa, os moradores de rua montaram uma barraca próximo ao ponto de ônibus, no canteiro. No local, há uma lona, colchões e pedaços de madeira. Nas laterais do prédio do banco, os mendigos improvisaram um varal, onde deixam suas roupas estendidas.
A 200 metros dali, na praça Nossa Senhora da Conceição, a Concha Acústica serve de moradia para outras três pessoas, que dormem embaixo do palco.
Há alguns passos à frente, a Catedral também foi ocupada. São quatro pessoas vivendo nas marquises ao lado da igreja. Colchões, cobertas, resto de marmitas e muita bagunça se espalham pelo local.
Incômodo
Mesmo sensibilizados com a situação dos moradores de ruas, alguns vizinhos se queixam da insegurança e do medo com que são obrigados a conviver. “Sempre que minha filha volta para casa à noite. Ela me liga para esperar no portão. Ela tem medo de ser agredida pelos moradores de rua”, disse um dos vizinhos da praça do Jardim Santa Adélia, que tem uma filha universitária de 19 anos.
No Centro, o problema, segundo os comerciantes e vendedores, é a importunação aos clientes. “Eles vêm pedir esmola, mas nem todo mundo quer dar e quando o cliente se nega, eles são bem agressivos”, disse a vendedora Cinthia Medeiros, de 27 anos.
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